
NÃO VALE A PENA VER DE NOVO
Os administradores dos Coxanautas selecionaram os 12 textos, entre mais de 400 publicados pelos colunistas do site ao longo do ano, que mais bem retrataram a situação vivida pelo Coritiba - e sua angustiada torcida - de janeiro a dezembro, na avaliação da equipe COXAnautas. Essas colunas, que funcionarão como uma retrospectiva do ano de 2006, passam a ser publicadas diariamente até o dia 31 de dezembro.
Mais do que uma mera retrospectiva, essa seleção tem por objetivo garantir com que os erros desse ano sejam relembrados, e, esperamos, com uma grande dose de utopia, nunca mais repetidos.
Fé
"Lembremos da imagem do final do jogo de Campo Mourão: os jogadores do Coritiba, do glorioso Coritiba, do campeoníssimo Coritiba assistem ajoelhados no centro do gramado a decisão por pênaltis. Uma manifestação de fé ou uma submissão técnica?
(...)
Então, lembremos da cena final. Abraçados e ajoelhados, os jogadores Coxas ao invés de provocar comoção, provocaram choque. Pareciam muito mais incumbidos de apagar da memória a história de grandeza, do que serem transmissores da fé".
Augusto Mafuz, torcedor do A. Paranaense, colunista do jornal Tribuna do Paraná (de 30 de março).
Tomo a liberdade de transcrever parte da coluna do referido senhor. E sobre ela, teorizar.
O choro de Vagner, Guilherme e Anderson Gomes, três dos onze ajoelhados coritibanos citados pelo senhor Mafuz, merecem uma análise que vai muito além do que duas colunas. É emblemático.
O choro de jogadores tem algo que faltou ao time do colunista em alguns momentos históricos, caracterizados pelo fracasso: a queda no Couto Pereira, em 82, a queda no Rio Grande, para o rebaixado Grêmio, a queda em São Januário, para o quase rebaixado Vasco, a queda de quatro no Morumbi. Um time sem alma.
Por melhor que seja, um time sem alma não chega a lugar algum. Não foi o caso do duplo fracasso deles, contra a mesma ADAP, um deles na Baixada. Neste caso, foi diferente, pois o time deles era continuava sem alma, mas era fraco, o que agravou o caso.
E exemplos de fracasso não faltam na história deles, de fraque, cartola e pó-de-arroz (tão utilizado pela sua torcida durante os anos 80, Será que contam isto na História do Futebol Paranaense?).
Deixando os fracassos deles de lado, ficarei no fracasso do Coritiba.
Estevam Soares pecou junto à torcida Coxa-Branca. Muito mais do que ter errado na escalação do time, por ter buscado desculpas similares às que eles usam para seus fracassos. Não precisamos de desculpas, precisamos da verdade, pois dela faremos a correção do erro. Somos diferentes deles, é conceitual.
Perdemos o jogo porque a ADAP foi melhor e ponto final. Esta é a verdade. A conquista deles foi merecidíssima, não vamos usar de artimanhas para desmerece-las, desfocando nossos próprios erros.
A arbitragem, apesar do péssimo assistente, o Passos, não influenciou no placar, como afirmou o treinador Estevam Soares após o final da partida.
O que influenciou mesmo no resultado final foi uma série de erros nas contratações, aliada à péssima escolha tática de Estevam. Ao meu ver, nem mais, nem menos.
Ao final, o choro dos três jovens jogadores do Coritiba para mim não deixa dúvida: o amor faz crescer a fé nos corações, inclusive dos jogadores profissionais. E lembrar que um dia o Anderson Gomes esteve do outro lado...
A tentativa de querer implantar no Coritiba a alcunha de derrotado, submisso, fraco só cola em parte da antiga geração, pois a cada dia, mais gente da nova geração Coxa-Branca está ficando mais distante disto.
A nova geração de torcedores do o glorioso e campeoníssimo Coritiba está buscando soluções para o Clube. E, gostem ou não, inclusive nossos adversários que tanto se preocupam conosco (até cedem seu precioso espaço, perdem seu precioso tempo para escrever sobre Coritiba, em vez do seu "fantástico" time de faz de conta... Mateus que o diga!), cedo ou tarde, iremos arrumar o Clube que amamos.
Na condição de Coxa-Branca de coração, respondo ao prezado torcedor do A. Paranaense: aquilo que o senhor viu, assim como aquilo que ouvi no último dia 4 de dezembro, foi uma demonstração de fé! Coisa que só quem canta "COXA eu te amo!!!" sabe o que é.
Luiz C. Betenheuser Jr.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)