
A invencibilidade do Coritiba não durou duas rodadas no Campeonato Brasileiro. Os 90 minutos de futebol burocrático apresentado pelos jogadores culminou na derrota por um gol e frustou os torcedores que compareceram ao Couto Pereira. Mais ainda os que investiram R$ 180,00 no "passaporte". Afinal, o placar negativo era totalmente inesperado, pois até os colorados sabem que a equipe do Internacional não tem cacife para almejar outra coisa nesse campeonato a não ser a permanência na primeira divisão.
Apesar dos graves erros de arbitragem do paulista Cléber Abade, a verdade é que o Coritiba entrou em campo ostentando pinta de campeão, tocando a bola sem qualquer objetividade. E como o Internacional também mostrava pouco interesse pela partida, os primeiros 45 minutos de jogo foram uma verdadeira pelada.
Dignos de destaque, apenas dois lances: um arremate de Edu Salles, da entrada da área, em que o goleiro gaúcho Luís Muller fez grande defesa; e a expulsão de Clayton, aos 44, por ofensas morais ao árbitro.
No segundo tempo, Bonamigo tornou o time mais ofensivo colocando Lima no lugar do zagueiro Juninho e o Verdão melhorou bastante. Todos os atacantes - Marcel, Lima e Edu Salles - tiveram chances de abrir o marcador, mas sequer acertaram a direção do chute. O mesmo Edu Salles foi derrubado na área e o árbitro preferiu compensar a expulsão (?) marcando "falta técnica" do jogador. Tcheco, aos 27, teve a melhor chance do Coxa até então. Após troca de passes, ele recebeu a bola sozinho, na entrada da área, e colocou à direita da trave.
Quando parecia que o gol era questão de tempo, o mesmo árbitro que não deu o pênalti em Edu Salles inventou uma falta na intermediária do Coritiba. Flávio bateu com perfeição, no ângulo esquerdo de Fernando. O goleirão nada pôde fazer além de olhar a bola bater na trave e morrer no outro canto do gol.
Se antes já estava difícil, ficou ainda pior quando Tesser, apesar da péssima jornada, saiu machucado para a entrada de Gélson. Cheio de "matadores" em campo, os jogadores de criação optaram por chuveirar bolas na área gaúcha, sem levar perigo algum à meta adversária.
Nos últimos minutos, outro pênalti reclamado pela torcida coxa-branca. Gélson ganhou dividida na entrada da área e, quando correu para o arremate, foi puxado pela camisa. Mais uma vez, Cléber Abade preferiu marcar falta técnica e aplicar o cartão amarelo no jogador da casa.
Aos 46, Edu Salles levou o torcedor ao desespero. Ele fez uma bela jogada individual pela direita, livrou-se da marcação e entrou na área. Ao chegar próximo ao risco da pequena área, deu um bico na bola, provavelmente quebrando alguma vidraça da Igreja do Perpétuo Socorro.
No último minuto dos acréscimos, Tcheco jogou fora a última chance cobrando uma falta próxima à área nas mãos do goleiro.
Agora, com apenas um ponto ganho em seis disputados, o Coritiba treina para enfrentar o Juventude, domingo que vem, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)