
Leia abaixo a reportagem de "O Globo".
O vandalismo de alguns torcedores do Vasco estragou uma noite que deveria ter sido só de comemoração pela vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, em São Januário, nesta quinta-feira. Logo após a partida, cerca de dez integrantes da torcida vascaína invadiram o ônibus da equipe paranaense, que estava estacionado dentro do estádio, e agrediram jogadores e o presidente do clube, Giovani Gionédis. Não havia policiamento no local na hora da confusão.
Segundo o ex-jogador Ramirez, que é assistente do técnico Paulo Bonamigo, a pancadaria só terminou com a intervenção de um policial civil à paisana, que deu tiros para o alto. O policial não foi identificado.
- Ele acabou colaborando. Se não fosse ele, a coisa teria sido pior - disse.
Após o incidente, toda a delegação se dirigiu à 17ª DP (São Cristóvão) para registrar a ocorrência. Segundo Ramirez, os jogadores Jackson, Souza, Lima, Willians, Leandro e Gelson - o mais agredido -, além do presidente do Coritiba, iriam ser encaminhados para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Além disso, o ônibus do clube teria de ficar na delegacia para ser periciado.
- Vamos ter de voltar para Coritiba em outro ônibus, que já está vindo para cá - contou ele, ainda na delegacia.
Roberto Brum quer a interdição de São Januário
Logo após o fim do tumulto, o vice-presidente de futebol do Vasco, José Luís Moreira, alegou que os jogadores do Coritiba provocaram os torcedores vascaínos com camisas do Flamengo. A informação foi desmentida por Ramirez.
- Quem iria vir aqui com a camisa do Flamengo? Ninguém trouxe isso. Arrancaram o Gelson do ônibus e bateram nele. Bateram até no nosso presidente - afirmou ele à Rádio Globo.
O cabeça-de-área Roberto Brum, que começou a carreira no Fluminense, ficou revoltado com as agressões. Ele espera que o Vasco perca o mando de campo por causa do incidente, a exemplo do que já aconteceu com o São Paulo neste Campeonato Brasileiro. O tricolor paulista ficou impedido de usar seu estádio em duas partidas porque seus torcedores agrediram atletas da Ponte Preta após a derrota por 2 a 1 no Morumbi, dia 24 de julho, pela 21ª rodada.
- A CBF tem que impedir que tenha jogo nesse estádio (São Januário). Não tem segurança, não tem nada. Tive que sair pela rua para chamar a polícia, correndo risco. Isso é uma covardia desses bandidos dessa torcida. A gente está trabalhando, todos têm família - disse à Rádio Globo..
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)