
COLETIVA
Por Victor Hugo Turezo - COXAnautas
O jogo desta quarta-feira, 01, pode ser considerado o mais difícil dos confrontos que o Coritiba disputou neste Campeonato Paranaense até o momento. A equipe do Paranavaí se mostrou aguerrida até os minutos finais, com isso, o Alviverde teve que se doar ao máximo para conseguir o resultado positivo.
"Num campeonato longo vai ter jogo que, de repente, não vai jogar mas vai ter chance de ganhar. E em campeonato longo, de repente, se joga bem e não ganha, isso é lamentável. Então, achei que nós alternamos alguns bons momentos e tivemos muitas dificuldades na marcação do adversário. Jogaram mais do que deveriam ou mais do que poderiam jogar. Tivemos algumas dificuldades, principalmente de meio campo, de povoar mais o meio campo. Tentamos corrigir no segundo tempo. No início foi bom, mas depois eles passaram a atacar também. E ficou um jogo arrastado até o final, mas a vitória de 3×1 foi celebrada porque é sempre uma vitória, apesar das dificuldades que tivemos de marcar e de jogar também", comenta Marcelo Oliveira.
"Chegamos, eles nos marcaram muito bem. Agora, eu não esperava que eles jogassem tanto. Nós criamos espaços para que eles jogassem um pouco mais do que deveriam, como eu disse anteriormente. Ficou um jogo perigoso agora no final. Nós até nos contentamos, quando estava já nos acréscimos, com o resultado porque era importante levar a vitória. Mas é a quarta partida de um ano de grandes competições e de 80 e tantas, se a gente for bem em todas elas. Pode ser um cansaço,mas é plenamente corrigível, porque também teve muita coisa boa. Alguns contra-ataques, com um pouquinho mais de capricho, a gente podia ter definido antes", aponta.
A boa atuação de Willian e o seu gol decisivo também foram destacadas. "Nós tínhamos o espaço entre os três meias e os dois volantes. E o adversário é rápido e jogou bem, talvez tenha jogado hoje a sua melhor partida dessas primeiras. Motivação, jogar contra um grande clube, se mostrar também. Fiquei satisfeito com o resultado. A atuação do Willian foi ótima, um belo gol, um atleta que dedica muito e foi merecedor desse gol", fala o treinador.
"Nos dois primeiros jogos a gente já havia comentado que ele tem potencial grande de marcação. É um belo marcação, encurta bem, tem raça, cabeceia bem. E poderia agregar também essa saída essa projeção do ataque, porque tem um bom chute. Eu até lembrava daquele gol contra o Vasco aqui. Um belo chute, um gol memorável, muito bonito. E ele tem procurado fazer isso, principalmente quando entra o Urso, porque com o Tcheco ele tem que ficar um pouquinho mais. E talvez no primeiro tempo tenha sido esse o nosso problema", lembra.
O treinador comenta também a evolução e a importância da bola parada na equipe coxa-branca. "Isso é uma estatística do futebol. O preparo físico evoluiu muito. Os jogos são tem uma movimentação grande, muita marcação e a marcação encurtada provoca faltas. Se você tem bons batedores e uma boa jogada de cabeça pode aproveitar para marcar gols. Isso é no mundo todo e é importante para decidir jogos", conta.
Oliveira também fala sobre a a maneira democrática que os gols vem sendo distribuídos. "Acho até bom que isso aconteça porque não sobrecarrega um só jogador. Quando concentra muito em um jogador, se ele não marca em um ou dois jogos, já é muito cobrado. Então, é importante o centro-avante que estiver mais perto do gol sempre comparecer, mas que apareçam como surpresa, projetando no setor ofensivo ou numa bola parada, ou outros atletas. Essa distribuição é saudável, no meu modo de ver", finaliza.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)