
AVALIAÇÃO
Arthur; Wilton Goiano, Anderson (Vagner), Henrique e Fábio Lopes; Rodrigo Mancha, Jackson e Renan (Peruíbe); Ludemar (Anderson Gomes), Eanes e Keirrison. Dos quatorze jogadores coritibanos que venceram o União (3x1), oito vieram das Categorias de Base do Coritiba: Vagner, Henrique, Fábio Lopes (que chegou a ser confundido como sendo Fábio Santos, pelos menos atentos), Rodrigo Mancha, Renan, Peruíbe, Anderson Gomes e Keirrison. Destes oito, sete deles terminaram a partida como titulares (e não seis como citaram outros menos avisados, já que Renan foi substituído no segundo tempo).
A renovação no Alto da Glória ganha contornos mais fortes a cada jogo, mostrando que o trabalho feito nas Categorias de Base tem muitas qualidades, apesar de que é necessário investir mais e mais no futebol amador Coxa-Branca. Os jovens valores não podem ser tidos como os salvadores da pátria, deixando recair sobre eles uma responsabilidade que precisa ser dividida com jogadores mais experientes.
O reflexo de que o planejamento do futebol profissional está sendo revisto (e isto é uma boa característica) aparece nas escalações. Se por um lado, parte das primeiras contratações ficaram aquém do esperado, situação comprovada pela escalação dos jogadores do Coxa Jrs., por outro lado esta correção do planejamento que acabou sendo feito pelo próprio treinador.
Sabiamente, Márcio Araújo foi buscar informações junto aos profissionais das Categorias de Base. Conversou com Dirceu Kruger, Cláudio Marques e Édison Borges, treinador do Coxa Jrs. Ao conversar com as pessoas certas, coisas que não vinha sendo feita por treinadores como o Cuca, que não tinha o hábito de assistir aos treinos ou jogos do time de Juniores do Cori. Márcio decidiu corretamente e trouxe bons jogadores dos Juniores para o time principal. A mexida deu certo e o time do Cori ganhou corpo, avançando na competição.
Ainda estão por jogar outros atletas mais tarimbados, como Marcelo Batatais, Jefferson, Índio, Guaru e até Anderson, que na partida contra o Bandeirante novamente sentiu uma contusão (vetado pelo DM, ele já não jogará contra o Toledo, na rodada anterior).
Ainda são necessárias mais contratações, já que a “novela Caio” ainda não chegou ao fim, arrastando-se por mais alguns dias ao que tudo leva a crer, bem como ainda existem posições carentes para uma disputa da Série B.
O treinador Coxa-Branca, que tem tido sorte de vencedor, perdeu jogadores mas contou com boas peças de reposições no Coxa Jrs. (aliás, melhores do que muitos dos tido titulares até então). As alterações deram certo, ao mudar o panorama tático e técnico do Cori. Sorte ou não, competência ou não, méritos para o treinador.
Na coletiva à imprensa, após a vitória contra o União Bandeirante, o técnico do Verdão foi cuidadoso com as palavras, mas sábio no diagnóstico: “A gente tem que analisar a resposta que eles estão dando dentro de campo. Vai ter atleta que vai sentir o peso da responsabilidade. Cabe a nós ter a sensibilidade de avaliar isso e talvez até tira-los do time quando precisar. Mas para isso é preciso ter elenco”. A análise de Márcio Araújo (foto) está correta: não se pode esperar que os jovens atletas que subiram para o time principal resolvam o problema sozinhos, levando o Coxa para a Série A já em 2007. Mais do que isto, novos jogadores precisam precisam ser incorporados ao elenco.
Pelo que se sabe, através de reportagens esparsas, o planejamento Coxa-Branca para as contratações espera pela volta de Caio para fechar o ciclo 1 de contratações. O ciclo 2, que acontecerá em meados de abril, depois de uma profunda avaliação técnica dos atletas já contratados e dos Coxa Jrs., novas contratações de peso virão para o Alto da Glória (especula-se que sejam quatro).
A tendência dos principais centros do futebol mundial (e porque não do esporte coletivo de ponta, como a NBA e a NFL) é a de que os treinadores não indiquem nomes para contratações e sim, perfis. Luxemburgo e Bianchi que o digam, depois de serem demitidos de dois dos principais times da Espanha.
Nesta fase, Márcio Araújo não deveria definir nomes e sim, avaliar perfis e considerar sobre os contratados, se os mesmos estão ou não dentro dos perfis que ele pretende para o time coritibano. Mais do que indicar um volante, por exemplo, é necessário definir o perfil deste volante. Por exemplo: Reginaldo Nascimento e Brum são volantes, mas cada um com características próprias, muito diferentes uma das outras quando se analisa tática e tecnicamente um atleta profissional. Então, mais do que citar um nome, mais importante do que isto é citar a característica de jogo deste jogador tido como ideal.
O discurso pós-jogo do treinador Márcio Araújo é consistente. Ele avaliou corretamente que o time precisa de reforços para subir à Séria A. Para as disputas do campeonato regional, o time não está tão longe do ideal. Até porque o campeonato está nitidamente com um baixo rendimento técnico. Mas para subir de divisão, este time que jogou e venceu o União Bandeirante não é o time ideal. Longe disto.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)