
IMPEACHMENT
O jornal Tribuna do Paraná publicou uma matéria assinada pelo jornalista Rodrigo Sell na qual o Presidente do Conselho Deliberativo do Coritiba, o Dr. Júlio Militão fala sobre temas polêmicos.
Durante a entrevista coletiva da oposição, ocorrida na manhã de quarta-feira, 22, o Conselheiro Tico Fontoura, um dos líderes do grupo oposicionista que pediu a renúncia de Gionédis até esta sexta-feira, disse que o Presidente do Conselhão parecia estar encontrando dificuldades para dar continuidade ao processo de impeachment aberto contra Giovani Gionédis, devido à acusação feita pelo ex-Presidente Evangelino da Costa Neves. Na época, Neves protocolou um documento sobre uma suposta fraude, uma vez que não teria assinado alguns documentos que legitimariam os procedimentos eleitorais da chapa da Gionédis na eleição de 2005. Depois, Neves voltou atrás, se retratando em cartório e logo depois, voltou atrás novamente, dizendo que não se lembrava ao certo quais documentos ele havia assinado.
Segundo a matéria da Tribuna, o Presidente do Conselho Deliberativo afirmou que a Mesa não está com dificuldades e sim, obedecendo formalidades e prazos legais. Além de falar sobre os andamentos do pedido de impeachment, na matéria da Tribuna, Militão, relata que está cobrando da comissão do Conselho que analisa a situação do Coritiba S/A, um relatório sobre o assunto. Fazem parte desta comissão os conselheiros Tico Fontoura, Domingos Moro, Eduardo Spinola, José Manuel Barradas e Francisco Araújo.
Confira a matéria da Tribuna do Paraná desta sexta-feira, 24:
Militão aguarda resposta do perito pra convocar os sócios
Acusado de estar com "dificuldades" para tocar o processo de impeachment do presidente Giovani Gionédis, Júlio Militão da Silva passou a bola para a oposição. Se um fato novo e grave surgir, o comandante do conselho deliberativo convoca imediatamente a assembléia geral de sócios do Alviverde. Por enquanto, o conselhão espera pela perícia nas supostas assinaturas de Evangelino da Costa Neves para saber se são verídicas ou não. De qualquer forma, o bloco contrário à atual administração do Coxa entrega um documento pedindo a cabeça do principal dirigente do clube do Alto da Glória.
“A mesa não está sentindo nenhuma dificuldade. Nós estamos procurando uma prova técnica e dependemos de um perito e não podemos apressar esse perito”, rebate Militão. De acordo com ele, o processo de impeachment contra Gionédis está baseado em aspectos jurídicos e não políticos.
"A mesa está fazendo conforme o estatuto. Se a perícia provar que a assinatura não é de Evangelino, será marcada a assembléia. Caso contrário, para convocar a assembléia é necessário algum fato novo. Por enquanto, estamos baseados no documento apresentado pelo Evangelino", aponta.
Segundo ele, um desses motivos poderá ser alguma irregularidade no Coritiba S/A, empresa criada para gerenciar o dinheiro do Coritiba Foot Ball Club. “Criamos uma comissão para analisar os documentos do Coritiba S/A, da qual faz parte o Tico Fontoura, e estou cobrando dessa comissão um relatório”, dispara. Além de Tico, estão nessa comissão os conselheiros Domingos Moro, Eduardo Spinola, José Manuel Barradas e Francisco Araújo.
Enquanto isso, a oposição está lapidando o documento que irá encaminhar ao conselho. "O pedido de instalação da assembléia geral está sendo revisto e depois serão colhidas as assinaturas de alguns conselheiros para ser encaminhado à mesa do conselho deliberativo", revela Gustavo Nadalin, advogado da oposição. Segundo ele, esse pedido está embasado na declaração de Evangelino de que sua assinatura foi falsificada, de eventuais problemas no Coritiba S/A e no trato de Gionédis com a torcida. Na quarta-feira, liderados por Tico Fontoura, a oposição pediu a renúncia do atual presidente e deu prazo até hoje.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)