
OPINIÃO
A última chance
A atual diretoria executiva (Conselho Administrativo) do Coritiba tem, a partir das eliminações no campeonato estadual e na Copa do Brasil, sua última chance de vitória na Série “B” do Brasileiro, com início em maio próximo. Creio que nenhuma outra competição restará para os atuais mandatários, ao menos em sua totalidade.
Com espanto e rubor, li e ouvi declarações sobre “laboratório” nas recentes e malgradas disputas citadas no início. Se era para testes e preparo, avaliações e definições, que avisassem de antemão.
O torcedor seria poupado de decepções e sequer precisaria ir ao estádio para torcer e “empurrar” a equipe. Outro aspecto reside na afirmação de que o único objetivo é o retorno à Série “A”. Triste a constatação de um Clube ter um objetivo apenas, desprezando outras competições e desmerecendo a inteligência dos torcedores ao perder quatro meses de trabalho.
Voltar para a divisão de elite do futebol brasileiro não será fácil. Basta analisar, além do Coritiba, os outros concorrentes ao sonhado acesso. Criciúma (SC), Paulista, Ponte Preta e São Caetano (SP), Ipatinga (MG), Brasiliense (DF), Vitória (BA), Santa Cruz (PE) e Fortaleza (CE) serão sérios candidatos e fortes competidores. As demais equipes, com chances, dependerão da formação de seus elencos profissionais e do momento.
Para o alcance do “único objetivo” (que pobreza...) será preciso muito preparo, muitas boas condições e suplantar o preparo e as condições dos demais. Além de ser bom será preciso ser melhor que os outros. Todos têm o mesmo almejo e por tal lutarão sem medir esforços. Fortes e representativas Federações também poderão ajudar (como a paulista, a mineira e a baiana). O “trabalho” de bastidores precisará ser bem executado e de forma mais eficaz do que o dos terceiros.
Retornar à 1ª Divisão, seja como campeão ou entre os qualificados, apenas recolocará o Coritiba no lugar do qual foi afastado. É como se a atual diretoria entregasse o Clube no mesmo lugar e posição que o encontrou. Nada mais. O retorno é fundamental para a Associação e, tentá-lo, obrigação para os dirigentes do presente, os mesmos que no passado foram os responsáveis pelo decesso e que não deverão fazer parte do futuro.
Só que para voltar não basta vontade e discurso. É preciso mais, muito mais. Um elenco qualificado e condizente com a natureza e a dificuldade da competição e uma Comissão Técnica à altura do desafio (que é grande e será longo). Este é o começo: elenco e comando técnico. A parte diretiva e gerencial terá que participar ativamente, dentro e fora doCclube (em algumas vezes até mais fora).
Mesmo em ano eleitoral (e deste fato ninguém poderá fugir), na medida do possível, o clube precisa estar unido. Seus Conselhos (Deliberativo, Consultivo, Fiscal e Administrativo), seus associados e seus torcedores. Ações concretas deverão ser desenvolvidas por todos, pela coletividade coritibana. É preciso agir. Agir com inteligência, com planejamento e de forma rápida, urgentíssima.
Penso no lançamento de um movimento e proponho o mote: “1ª Divisão, Eu Acredito”. É apenas uma idéia, que pode ser aprimorada, mas é um começo (com bons precedentes)...
Em 26/04/2007, alertando e tentando ajudar, está pautado...
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)