
JULGAMENTO
"Já está na hora do Coritiba ser julgado de novo". Com essas palavras, Ney Franco fez questão de lembrar que agora falta o STJD cumprir a parte que lhe cabe.
Rodrigo Sell destacou, em matéria veiculada ainda na semana passada em um portal de notícias na internet, a situação atual do Coritiba no tangente à espera do julgamento do processo pelo ocorrido em 06 de Dezembro de 2009. O jornalista ainda comenta que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), aparentemente "sentou" em cima do processo pelo vandalismo na partida contra o Fluminense.
O Coritiba cumpriu à risca os prazos pré-determinados pelo STJD para entrar com os recursos que lhe cabem para a defesa, a fim de reduzir a pena imposta em tempo recorde. O problema é que agora o clube está aguardando a definição do STJD para uma data e, para o espanto geral daqueles que acompanham, a mesma não foi definida, mesmo com as atividades do Superior Tribunal já em andamento.
"Queria aproveitar esse espaço para fazer um pedido. Acho que o Coritiba já está na hora de ser julgado de novo. Estamos jogando só fora de casa. Falta uma vistoria da CBF para autorizar o Coritiba a fazer seus jogos do Campeonato Paranaense em casa", assim disse Ney Franco em uma entrevista para o SporTV, onde pediu maior agilidade no processo já que o time vem ainda sendo prejudicado por ter que atuar fora de seus domínios, o Couto Pereira.
O técnico lembrou que o caso do Coritiba não entrou na primeira pauta de julgamentos do pleno do STJD. "O Coritiba está fazendo de tudo para atender todas as demandas do que aconteceu no ano passado. O clube se mobilizou e está dando todo o suporte para que isso seja julgado".
Ney Franco sabia que era o momento ideal para fazer seus comentários. Ele sabe das condições do time e das chances de terminar em primeiro colocado a primeira fase, o que se traduz na vantagem de usar o regulamento, também conhecido por supermando. Sendo assim, a incerteza paira sobre usar ou não usar o Couto Pereira.
Uma matéria no site oficial também revela a vontade do time voltar a jogar na sua verdadeira casa, o estádio Major Antônio Couto Pereira: "Só de jogar fora do Couto é ruim, mas temos que tentar solucionar isso o mais rápido possível. Temos que agradecer o Paraná por ter cedido o campo nesses jogos. Da minha parte, a única coisa que peço à diretoria é que arranje um campo grande que nos ajude com nossa característica e para que tenhamos competência de manter essa sequência de vitórias", analisa o técnico Ney Franco.
Elenco frisa importância de jogar no Couto Pereira
"Não podemos jogar em casa porque falta uma vistoria da CBF", lamenta Ney Franco.
A saudade de casa também é sentida pelo capitão e zagueiro, Jéci. "Estou com saudade de casa e não vejo a hora de poder voltar a jogar lá. O Couto Pereira é um grande estádio, seguro, tanto que já foi palco de inúmeras partidas do nosso futebol. Fora isso, tem um gramado impecável e é a nossa casa".
O artilheiro do estadual e meia do Coritiba, Rafinha, compartilha da mesma frustração de jogar fora dos domínios. "Ficar jogando em um estádio que não é nosso é complicado. Se nós jogadores achamos estranho, imagine a torcida. Está na hora de voltar pra casa. É uma pena ter um gramado bom daquele e termos que usar outro".
Vale lembrar que os jogos mandados na Vila Capanema não diminuem a pena de 30 mandos, pois a punição deve ser aplicada somente em competições organizadas pela CBF, caso em que a pena só poderá ser cumprida na Segundona e na Copa do Brasil.
STJD "enrola" julgamento do caso
O STJD deverá julgar o caso e a interdição, aplicada por tempo indeterminado, para liberar o estádio Couto Pereira para a disputa do Estadual.
Falta agora Virgilio da Costa Val, presidente interino do STJD, fazer a indicação para que o recurso sobre a pena aplicada pela invasão de campo seja julgado. A secretaria da entidade confirmou que o pleno do STJD já tem o parecer da procuradoria da instituição para julgar o caso.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)