
PINHEIRÃO
Não foi desta vez que o Estádio Pinheirão, de propriedade da Federação Paranaense de Futebol, foi vendido. O lance inicial do leilão era de R$ 66.635.550.
Um novo leilão está marcado para o próximo dia 20, quinta-feira. Para este leilão, não haverá valor mínimo de oferta, mas o lance não poderá ser considerado baixo, segundo informações da imprensa paranaense, pela Justiça.
O objetivo da Federação Paranaense é quitar sua dívida com credores, no valor de R$ 63 milhões. Segundo especulações da imprensa, uma das empresas interessadas na aquisição do terreno, seria a construtora OAS, que teve seu projeto barrado no A.Paranaense. A OAS, faria o estádio em parceria com o Coritiba. Porém, as informações sobre a construtora não foram confirmadas.
O Pinheirão
O Centro Poliesportivo Pinheirão foi inaugurado em 15 de Junho de 1985 em uma partida disputada entre as seleções do Paraná e Santa Catarina. O projeto do Estádio começou a ser concebido por Airton Cornelsen, com a primeira proposta em 1956, para a construção de um estádio no local onde hoje está a Praça Rui Barbosa, no centro de Curitiba. Inicialmente, a capacidade seria para 180 mil torcedores, transformando-o no segundo maior do Brasil, atrás apenas do Maracanã.
A obra só começou a virar realidade em 1968, quando o então prefeito Omar Sabag doou a área de 64.422 metros quadrados em frente ao Jóquei Clube, no Tarumã. As obras de drenagem do solo e construção das primeiras arquibancadas foram iniciadas em 1972, na administração do então presidente da Federação Paranaense de Futebol, José Milani, mas paralisadas no primeiro anel, devido à falta de recursos, por um período de 13 anos. Nesta nova proposta a capacidade do estádio cairia para 127 mil espectadores.
Coube ao presidente Onaireves Nilo Rolim de Moura, nos seus primeiros três meses à frente da FPF, em 1985, reabrir o estádio, com o jogo Seleção do Paraná 1 x 3 Seleção de Santa Catarina. Um ano depois, ganhou um moderno sistema de iluminação.
Nos anos de 1996 e 1997, o estádio recebeu uma moderna pista de atletismo ao redor do campo, ao passo que as gerais da arquibancada foram transformadas em pista de ciclismo.
No dia 30 de maio de 2007, oficiais da 18.ª Vara Civil de Curitiba lacraram os portões do estádio. Os principais imbróglios da Justiça envolvendo a FPF envolvem as dívidas do estádio em âmbito federal e com a prefeitura de Curitiba, pelo não recolhimento do IPTU. Como parte do período de execução, o governo federal tentou receber através de um leilão realizado em setembro de 2007, mas a FPF conseguiu a anulação e o Grupo Tacla, que havia arrematado o terreno de 124.553 metros quadrados por R$ 11,2 milhões, não recorreu.
fonte
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)