
JUSTIÇA
O Jornal do Estado publicou uma matéria assinada pelo jornalista Lycio Vellozo Ribas sobre a situação que está envolvendo os direitos econômicos e federativos sobre Keirrison. A 'briga' jurídica envolve duas ações, uma delas, da Massa Sports, empresa que representa o jogador, e é contra os clubes Cene (MS) e Astral (PR) e um dos filhos do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, que era sócio da empresa. A outra, é do Coritiba contra a Massa Sports.
Confira:
“Há uma confusão nas ações, passada pelos veículos de comunicação”, explicou ontem o advogado Fernando Barrionuevo, que representa a Massa Sports. A primeira ação é relativa a 40% dos direitos econômicos de Keirrison. Segundo o advogado, a empresa tinha preferência contratual para adquirir esse porcentual, mas o Cene acabou negociando com o Astral. “Outra coisa é a ação que a Coritiba entrou contra a Massa, da qual o pessoal da Massa não tem conhecimento”, comentou.
Essa última ação foi distribuída ontem na 19ª Vara Cível de Curitiba, e a diretoria Coxa-Branca afirmou que não vai comentá-la até que haja um parecer. O objetivo do clube é amealhar 100% dos direitos econômicos de Keirrison. Atualmente, o Coritiba tem apenas 20% — os outros 80% estão distribuídos entre empresários.
O Coritiba, porém, nega qualquer semelhança com o “caso Dagoberto” (outro jogador da Massa Sports) em sua ação. Na ocasião, o A. Paranaense conseguiu, na Justiça, prorrogar o contrato do jogador por 250 dias — período em que ele ficou sem jogar por causa de uma lesão no joelho. Graças a isso, conseguiu receber R$ 5 milhões de multa rescisória quando Dagoberto se transferiu para o São Paulo. No caso de Keirrison — que ficou período semelhante sem jogar, também por causa de uma lesão no joelho —, o Coritiba não pretende usar essa argumentação. A ação se baseia apenas na avaliação que o departamento jurídico, comandado por Gustavo Nadalin, fez sobre o contrato do atacante.
A ação do Coritiba causou estranheza na Massa Sports, segundo Barrionuevo. “Essa ação da Massa (contra o Cene) favorece o Coritiba”, comentou. “A Massa tinha um acordo verbal com o Coxa. Quando comprasse os 40% do Cene, ia passar 30% e ficar com os outros 10%”.
Curiosamente, Barrionuevo não irá defender a empresa contra o Coritiba. “A Massa pode querer isso, mas não vamos aceitar, a gente entende que isso não é ético”, falou ele, que trabalha no escritório Pereira Gionédis — de propriedade do ex-presidente coxa-branca Giovani Gionédis e que prestou serviços ao clube nos últimos cinco anos. “Eles (Massa) vão contratar algum outro advogado”, finalizou.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)