
JOGOS HISTÓRICOS
Novembro de 1995. O Coritiba disputa a fase semifinal do Brasileiro da Série B.
Após três empates e uma derrota, o técnico coxa-branca Carpegiani declara que não acredita mais na classificação da sua equipe. O presidente Edson Mauad substitui então o treinador, colocando Krüger no comando do time, que precisa vencer as duas partidas que restam e torcer por tropeços da equipe do Remo.
A vitória Coxa frente ao time paraense por 2x0 leva a decisão da vaga para a rodada final.
Em Fortaleza, Coritiba enfrenta o Ceará e precisa vencer. Já a equipe do Remo joga em casa com o classificado Mogi Mirim, que resolve poupar diversos atletas e entra em campo bem desfalcado.
No Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, o Alviverde não toma conhecimento da equipe local e vence com categoria por 2x0.
Ao final da partida, os jogadores do Cori permanecem no gramado, esperando o final do jogo do Remo, que não consegue vencer o Mogi. Coritiba, classificado para a fase final.
Festa no gramado de Fortaleza, festa em Curitiba. A VOLTA PARA A PRIMEIRA DIVISÃO ESTAVA PRÓXIMA!
Luiz C. Betenheuser Jr., editor do site COXAnautas, lembra bem daquela partida. Confira o depoimento de Luiz sobre o jogo:
O Verdão já tinha se livrado da degola, demitindo o treinador Carpegiani, após um mau resultado contra o Mogi, em Mogi-Mirim. Nota: Edson Mauad fez isto, ao vivo, às rádios, ao saber dos repórteres que o treinador tinha declarado pouco antes que não acreditava mais na subida do Coritiba. E foi Mauad quem salvou o Coxa com aquela decisão de vestiário pós-jogo.
Depois do Mogi, o Cori precisava vencer dois jogos e ainda torcer por uma combinação para chegar na fase final do Brasileirão. Venceu o Remo, em Belém, num jogo complicadíssimo, estádio lotado e lama pra todo lado. De Belém, a delegação seguiu para Fortaleza.
No calor nordestino, a Império estava lá, com a faixa principal, estendida em boa parte da arquibancada. O Coxa precisa vencer para seguir vivo no Brasileirão daquele ano. E venceu, de uma forma incrível, valente, inesquecível. Com raça, o time Coxa-Branca segurou a pressão do time da casa. Em Curitiba, a galera acompanhando pelo radinho. Era incrível, pois além de vencer, tinha que torcer por um empate de Remo e Mogi. E deu empate, 0x0 lá, vitória coritibana em Fortaleza.
O Verdão voltava classificado para as finais do Brasileirão, na raça. As finais? Isto é outra história, que merece ser contada à parte...
Luiz C. Betenheuser Jr.
Confira a ficha técnica da partida (fonte Helênicos):
Coritiba 2x0 Ceará
Data: 19 de novembro de 1995
Local: Estádio Presidente Vargas - Fortaleza
Árbitro: Antonio Pereira da Silva (GO)
Gols: Zambiasi aos 20 e Marquinhos Ferreira aos 33 do 2º tempo
Público pagante: 861.
Coritiba:
Renato; Marcos Teixeira, Gralak, Zambiasi e Claudiomiro; Paulo Sérgio (Dirceu), Marquinhos Ferreira, Jétson (Márcio) e Alex; Vital e Pachequinho (Vilmar). Técnico: Dirceu Krüger.
Ceará:
Ivanhoé (Wellington); Roberto Carlos, Da Silva, César e Claudenésio (Joãozinho); Luciano, Fernando César, Nei e Gílson; Petróleo e Marinaldo (Josué). Técnico: César Moraes.
Veja o vídeo com os gols do jogo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)