
CURIOSIDADE
Dignidade e respeito ao torcedor
Na semana que antecedeu a primeira partida da final do campeonato paranaense, as diretorias dos clubes (Coritiba e A. Paranaense) e representantes de suas torcidas, em conjuntos com diversos órgãos estatais e municipais, estiveram reunidos para que se formulasse um acordo para que os torcedores tivessem o respeito e a dignidade que merecem. Na partida realizada no estádio Pinheirão, não houve problemas e espera-se que no estádio Joaquim Américo, também não haja.
Mesmo com a polêmica sobre a entrada das baterias das torcidas organizadas do A. Paranaense no jogo de ida no estádio Pinheirão, e com uma atitude serena e humana do Presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, que permitiu sua entrada sem problemas, o torcedor rubro-negro não teve qualquer problema dentro do estádio, além de ver sua equipe ser derrotada em campo.
Agora que a partida de volta será realizada no Estádio Joaquim Américo, o torcedor Alviverde espera que o respeito seja recíproco, e que a “batalha” se trave apenas dentro de campo, vencendo a partida a melhor equipe.
Como o número de ingressos foi reduzido em ambas as partidas, espera-se que a torcida Alviverde tenha uma boa acomodação no estádio do adversário, e que não seja compelida a ficar espremida junto ao “paredão” da baixada, onde o torcedor não tem visão total do campo.
Tal fato, que já ocorreu em passado recente, tornou-se até discussão judicial. Um grupo de torcedores, entre eles, Luiz Antônio Gomes de Araújo, moveram uma ação judicial contra o C.A. Paranaense, que tramitou no 1º. Juizado Especial Cível da Comarca de Curitiba/PR, sob o nº. 2002.25667-6.
A ação judicial, iniciada em 08 de novembro de 2002, por Walber Pydd e Gustavo Leal Cicarelli, versou sobre o AtleTiba realizado no Estádio Joaquim Américo em 26 de outubro de 2002, válido pelo Campeonato Brasileiro. Foi relatado que o espaço destinado ao público Alviverde ficava rente a um muro, por estar o referido local inacabado, o que permitia ao torcedor enxergar pouco mais que a metade do gramado.
Com farta prova documental e testemunhal sobre os fatos alegados, pretendia-se uma indenização material, que era a restituição do valor do ingresso (R$ 15,00) em dobro, além dos danos morais causados aos torcedores que ali se fizeram presente e não puderam assistir totalmente à partida.
Já na audiência de Instrução e Julgamento, realizada em 20 de outubro de 2004, o C.A. Paranaense propôs um acordo, se predispondo a pagar o valor de R$ 30,00 (trinta reais) para cada uma das vítimas do descaso do clube rubro-negro, a fim de encerrar a discussão judicial.
Segundo Luiz Antônio Gomes de Araújo, a proposta foi prontamente aceita, “por considerarem os autores que esta iniciativa poderia, assim como de fato pode, servir de exemplo para outros milhares de torcedores alviverdes constantemente desrespeitados em seus direitos nesta praça esportiva”, finalizando assim a questão.
O torcedor Luiz Antônio Gomes de Araújo ainda ressalta que: “Cabe a lembrança que a busca dos autores jamais versou em obtenção de qualquer tipo de valor capital, e foi tão apenas uma demonstração de busca por ética e por respeito à nossa FAMÍLIA sendo que, no entanto, o valor auferido foi destinado integralmente na compra de cerveja e de picanha, assim simbolicamente sendo celebrada através de belo churrasco a iniciativa, com recursos provenientes do rival”.
Portanto, se você foi um dos 1.900 agraciados que passou a noite em claro e tanto batalhou para conseguir o seu ingresso para assistir a partida, se sentir lesado ou desrespeitado em seu direito de torcedor e de consumidor, lembre-se que você tem a quem recorrer, para tanto sempre guarde seu ingresso.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)