
OPINIÃO
Professor Pardal
Miguel Angelo Manasses
Como se não bastasse toda a dificuldade histórica que o Coritiba tem quando enfrenta a equipe do São Caetano, ontem, em pleno Alto da Glória, no jogo mais importante do time no ano até agora, o seu treinador resolveu facilitar a vida do adversário.
A missão do Coritiba de conquistar uma vitória por dois gols de diferença para seguir adiante na Copa do Brasil começou a se complicar antes mesmo do início do jogo, quando Dorival Júnior escalou Ricardinho na lateral-esquerda. Mais, ainda assim, a torcida compareceu confiante de que era possível obter a vaga.
Com quinze minutos de jogo veio a segunda lambança: Dick se contundiu e o técnico chamou Veiga, empurrando Pedro Ken para a lateral. Um duplo erro, pois todos sabem que Pedro Ken não rende quando joga de lateral e Veiga estava perdido em campo. Assim, além de não criar nada, o Alviverde sofreu alguns contra-ataques do Azulão. E assim o jogo se arrastou até o final do primeiro tempo.
No intervalo, o treinador Coxa percebeu o erro que havia cometido e sacou Veiga, queimando uma substituição, colocando no seu lugar Thiago Silvy que, comprovadamente, não serve para jogar no Coxa. Foi então, logo aos dois minutos, que o Coritiba ganhou um reforço extra com a expulsão do meia Galiardo.
O gol era uma questão de tempo? Triste ilusão. Afunilando o jogo pelo meio, visto que na prática não tinha laterais, o Coxa fez o jogo do São Caetano que detinha as escassas estocadas do time da casa com faltas. Com vinte minutos de jogo, outro erro de Dorival Júnior, que sacou Douglas Silva, um dos poucos que buscava o jogo, para a entrada de Laércio.
Contudo, eis que aos 27 minutos, o Coritiba recebe mais uma ajuda com a expulsão do goleiro Júlio César. A torcida se anima novamente e resolve empurrar o time. Foi então que Dorival Júnior avançou o zagueiro Maurício para o comando do ataque. Neste momento me lembrei daquela vez em que o Carpegiani escalou o zagueiro Jorjão de atacante num AtleTiba.
Faltavam vinte minutos para o apito final e na base do vai que dá, o Coritiba se lançou ao ataque na tentativa de marcar ao menos um gol e levar a decisão da vaga para os pênaltis. Mas o que se via em campo não era um time e sim um amontoado de jogadores, sem esquema tático e cada um tentando resolver a coisa por si. Sem conseguir marcar, o Coritiba foi vaiado copiosamente no final da partida.
Já nos vestiários, após a humilhante eliminação, o técnico Dorival Júnior tentou justificar o fracasso alegando que o seu foco não era a Copa do Brasil e sim o Brasileirão e os dirigentes confirmam que o técnico seguirá o seu trabalho normalmente.
Depois dessa vou corroborar com a opinião do Luiz Carlos Betenheuser Júnior, do Coxanautas, que em seu comentário no site disse que “a desorganização do time vai além do problema técnico e tático, passando pela má formação e condução do departamento de futebol”.
Com dizia aquele personagem do Jô Soares, em seu programa Viva o Gordo: me tire o tubo!
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)