
OPINIÃO
Profissionalização
Algum tempo atrás, o São Paulo sofreu com o mesmo problema que o Coritiba enfrenta hoje. Sempre que o time ia mal dentro de campo, a oposição “levantava” o nome de algum ex-dirigente vencedor para assumir o comando do futebol. Como na maioria das vezes, a rivalidade política impede o retorno de opositores. A cada nova eleição, o ciclo se repetia. Na primeira crise, a briga pelo poder recomeçava.
Foi então que o conselho são-paulino e a diretoria da época decidiram por fim a este problema, que só prejudicava a instituição, e promoveram a profissionalização do departamento de futebol. Foi o fim da discussão eleitoreira. Hoje, a coordenação de futebol do tricolor paulista é responsabilidade de um profissional remunerado. A principal exigência para ocupar o cargo é não ter nenhum vínculo com a política do clube. Não por coincidência, após esta mudança, o São Paulo se tornou o clube mais vencedor do país.
Defendo a profissionalização do departamento de futebol alviverde, por entender que um clube como o Coritiba deve ter uma gestão moderna e eficiente em todos os seus setores. E também porque é hora de acabar com essa briga política, que está destruindo o maior clube do estado e que parece não ter fim.
Quero um time forte e que dispute títulos. E acredito que a maneira mais viável de conseguir isso é através da contratação de um profissional qualificado e sem vínculo com nenhuma ala política, para gerenciar o futebol coritibano.
Sabedoria
Na época da eleição do Coxa, Vialle pediu o apoio político de René Simões e, para surpresa de muitos, teve seu pedido negado. Dias depois, René foi ao Tribuna no Esporte participar das comemorações pelo nosso retorno à 1.ª divisão. Antes do programa, perguntei a ele o motivo da recusa. O treinador foi definitivo. “Quando a política do Clube e o futebol se misturam, nada funciona e tudo dá errado”. Eu assino embaixo.
Leandro Requena
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)