
ELENCO
O maior problema do Coritiba não é quem é ou será o seu Presidente. Independentemente de quem seja o mandatário Coxa-Branca, o maior problema do Coritiba, neste momento de sua existência, é montar um bom time de futebol.
Nas atuais circunstâncias, o impedimento de Gionédis do comando do Cori deve ser deixado de lado. Se for para acontecer, que aconteça em reuniões do Conselho de Administração, não em mesas do Shopping Crystal.
Primeiramente, vamos, sim, tratar de futebol, da Mauá, o coração do Coritiba, um Clube que precisa urgentemente montar um ELENCO para ter um BOM TIME, que faça o torcedor ter mais do que esperança para ir ao Alto da Glória ver onze jogadores vestindo a gloriosa camisa alviverde: ter orgulho de ir ao Couto Pereira!
Um time que tenha pelo menos um ídolo. Um time valente, que não desperdice chances. Um time que vença em casa, para a torcida saber que, no Alto da Glória, quem impera é o Coritiba.
Com o objetivo de propor soluções aos problemas (já que só relacionar os problemas já se tornou cansativo para a gigantesca torcida Coxa-Branca), os administradores do site Coxan@utas sugerem:
1. Criar uma junta de profissionais formados no Clube, que colaborarão na gestão do futebol profissional do Coritiba.
Nesta junta, os profissionais do futebol amador, aquela gente que um dia percebeu que Miranda, Rafinha, Adriano, Keirrison sabiam jogar futebol. Os profissionais Cláudio Marques, Dirceu Kruger, Édison Borges, Pachequinho, Aramis Bueno e Sisico deveriam ter um aumento salarial, valorizando seu trabalho no Clube.
Trata-se de gente nossa, gente da casa, gente Coxa que entende de futebol e gosta do Coritiba. Uma nova realidade salarial para eles, condizente com a competência e com novas atividades seria necessária.
Caberia a esta junta diretiva (Cláudio, Kruger, Édison, Pachequinho, Aramis e Sisico), além de suas atuais responsabilidades, criar um plano de gestão no futebol coritibano. Passariam por eles as avaliações de dispensas e contratações, bem como do aproveitamento de atletas das Categorias de Base (quem sabe, assim Pedro Ken seria o ala-direito do Verdão e Henrique sempre o zagueiro pela esquerda).
Juntamente com eles, uma equipe com mais profissionais dedicados a parte fisiológica, nutricional, física e psicológica dos atletas amadores, de modo que haja um completo desenvolvimento destes atletas até o futebol profissional.
2. Organizar o Departamento de Futebol.
É necessário que o Departamento de Gutebol do Coritiba seja formado por profissionais especializados, e que cada um deles tenha suas obrigações e responsabilidades bem definidas. A divisão e definição de tarefas dentro de um departamento é fundamental para que se possa avaliar e cobrar os membros da equipe.
O treinador do Coritiba não deve ter plenos poderes para contratar ou dispensar jogadores. Cabe ao Departamento de Futebol, em seu planejamento, definir quais as caracteristicas técnicas que a equipe deverá ter e, dentro disso, buscar os atletas e o treinador que melhor se adequem a opção técnica definida.
Assim, selecionar e contratar jogadores são de responsábilidade do Departamento de Futebol, e serão cobrados por elas.
Não se pode permitir que aconteça novamente a situação onde um treinador, após algumas rodadas, é demitido e o Coritiba fique sem jogadores que seriam importantes mas que foram vetados pelo treinador.
Ao treinador cabe unicamente a responsabilidade treinar o elenco, definir qual a melhor opção técnica e escalar os jogadores. E no jogo, buscar alternativas táticas para sempre que necessário, potencializar o rendimento do elenco em busca de bons resultados.
Todas as cobranças nesse sentido caírão sobre o treinador. Se um jogador tem problema extra-campo, o problema deve ser notificado ao Supervisor de Futebol. Problemas fora do gramado são responsabilidade do Supervisor e cabe a ele resolve-los.
3. Nomear imediatamente um Diretor de Futebol.
Se por ventura o Presidente Gionédis não entende que isto é prioridade, e a Comissão de Futebol Profissional concorda com a decisão (ou se omite de constestar), os administradores do site Coxan@utas entendem que esta função é primordial para uma gestão de sucesso no futebol.
A história recente do Coritiba nos mostra que não está entre as qualidades do nosso atual Presidente a capacidade de coordenar o Departamento de Futebol do Alviverde. É necessário alguém com competência e experiência comprovada nessa área, atuando exclusivamente no futebol.
4. Abandonar os comparativos.
O Coritiba não precisa ser comparado a ninguém. O Coritiba precisa definir metas e objetivos claros e dedicar todo o pencial para atingi-los independente da situação dos outros clubes.
Deixemos de lado, de uma vez por todas, os comparativos com os fracassados: “Ah, porque o Galo não chegou às finais...” , ou ”o Bugre, o Marília, a Lusa estão caindo no Paulistão” não serve para o Coritiba Foot Ball Club. São todos maus exemplos.
Não temos que nos comparar com fracassados, pois isto não facilitará a volta à Série A em 2007. Os fracassados não chegarão à Primeira Divisão. E se for para comparar, que a comparação seja feita com os times de sucesso.
É necessário também que o Coritiba se torne mais ágil na avaliação dos resultados produzidos e na tomada de decisões em caso insucessos.
Não se pode mais aceitar que um treinador ou jogador que venha demostrando insuficiencia seja mantido no cargo até que a situação se torne irreversivel. São exemplos dessa morosidade os treinadores Antonio Lopes, Cuca, Lopes Jr., Márcio Araújo e Estevam Soares. Cinco exemplos consecutivos! É hora de aprender com os erros.
5. Demitir Estevam Soares.
A mudança de comando, neste momento, é indispensável para o sucesso do Coritiba. Não adianta esperar dez, quinze rodadas, para depois mudar o comando técnico, agradando a torcida, pois, até lá, os melhores técnicos estarão empregados.
Estas cinco medidas podem ser o início para a implantação de um plano de gestão do futebol que permita ao Coritiba, montar um ELENCO e formar um TIME competitivo, que faça o Clube voltar à Série A já em 2007.
Sem estas cinco propostas ganharem vida no Alto da Glória, por mais que as novas contratações venham a ser infinitamente superiores as feitas no início do ano (convenhamos, não é nada difícil), o Coxa ainda correrá o risco de não subir de divisão, pois nos momentos decisivos, os detalhes fazem a diferença.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)