
Os rivais do Coritiba tiveram uma rodada relativamente tranqüila no campeonato: o Santos venceu o Paysandu, em casa, e o São Paulo foi ao Nordeste bater o Fortaleza. O Inter, amanhã, não deve ter problemas para ganhar do fraco Fluminense, no Beira Rio.
Diante desse quadro que já era previsível, o Verdão não tinha alternativa hoje à noite frente ao Cruzeiro: era necessário, no mínimo, um empate. E foi o que aconteceu.
Mas o que deveria ter sido motivo para comemoração da torcida alviverde (principalmente quando somado ao fracasso dos dois rivais locais), foi um pouco frustrante.
Afinal, em 19 minutos de jogo o Verdão já havia feito dois gols. O que parecia ser improvável (desde 85 o Verdão não vencia o Cruzeiro no Mineirão), poderia ter se tornado realidade, não fossem dois momentos de bobeira defensiva.
Agora, o time mineiro está com 52 pontos. Os paulistas, que venceram na rodada, aproximaram-se novamente. O Santos tem 51 e o São Paulo, 50. O Inter está com 47 e o Coxa com 46. São Caetano, sexto colocado, tem 41 pontos.
Agora, o Verdão vai a Florianópolis com a missão de se aproximar dos líderes e voltar a ocupar uma das quatro vagas para a Libertadores - na verdade, são três, mas o Cruzeiro já tem a dele. O jogo acontece às 16h, domingo, no estádio Orlando Scarpelli.
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Como já era esperado, a configuração do jogo mostrava um time todo à frente, pressionando o adversário em jogadas de pivô com variações pela lateral. Do outro lado, havia uma equipe com objetivo de se defender, marcar individualmente Alex e, quando possível, tentar contra-atacar.
Durante o primeiro tempo, o sistema alviverde de marcação acabou sendo superior ao estrategema ofensivo de Luxemburgo. Aos 14, o Coxa abriu o placar. Em contra-ataque, Marcel recebeu a bola em impedimento (não marcado) e foi derrubado na entrada da área. Tcheco, com muita categoria, cobrou no ângulo direito de Gomes.
A torcida alviverde ainda comemorava quando, quatro minutos depois, Marcel recebeu passe de cobrança lateral e girou sobre o zagueiro. Sem recurso, Edu Dracena derrubou o 9. O artilheiro pediu a bola e cobrou no canto esquerdo, deslocando o goleiro: 2x0.
Assustado, o Cruzeiro batia cabeça em campo e tentava uma pressão desarrumada até que, aos 30, o árbitro viu uma falta sobre Alex na intermediária. O próprio craque bateu, Mota (que havia acabado de entrar) desviou de cabeça e Fernando fez excelente defesa. Em flagrante impedimento, para não dizer absurdo, Márcio se jogou na bola e empurrou o rebote para dentro.
A Raposa se animou, mas a melhor chance de gol antes do intervalo foi do Coxa. Aos 40, Lima fez grande jogada na esquerda, na entrada da área, e puxou a bola para o meio. Quando abriu um clarão, o atacante mandou uma bomba cruzada, que passou raspando a trave do goleiro.
O segundo tempo foi diferente. O treinador cruzeirense fez mais duas alterações e partiu para o tudo ou nada. E só deu Cruzeiro. Márcio, aos 19, quase empatou. Ele recebeu a bola da esquerda e emendou de frente para o gol. Fernando, meio caído, salvou com as pernas.
Aos 23 foi a primeira, e única, vez que Alex conseguiu criar uma boa jogada (Willians vinha perfeito na sua marcação até então). Ele serviu de pivô para Mota que, já na área, girou e bateu cruzado, no canto esquerdo de Fernando. A bola tirou tinta da trave.
Aos 25, o Verdão levou o gol de empate por excesso de "fair play". No contra-ataque mineiro, Tcheco teve duas oportunidades para derrubar Alex no meio-campo, mas não o fez. O 10 tocou na esquerda e Leandro descobriu Mota sozinho na área. O jogador dominou e chutou no canto direito, sem chance de defesa: 2 a 2.
Inflamado pela torcida, os mineiros foram em busca da virada, mas esbarraram na marcação coxa-branca. E, nos contra-ataques do Cori, a falta de qualidade nos passes acabou com qualquer pretensão de surpreender o time da casa.
O Coritiba jogou com Fernando, Danilo, Odvan e Reginaldo Nascimento; Jackson, Willians, Tcheco, Lima (Maurinho) e Adriano (Lira); Edu Sales (Souza) e Marcel.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)