
MEMÓRIA
"E O CORITIBA GANHOU ATÉ DO BANDEIRINHA.
Era a decisão da taça de ouro. Quando foi marcado o primeiro gol do jogo, gol do time que seria o campeão, o competente locutor Galvão Bueno, da rede globo, gritou como se o autor fosse Dida e não Índio. Entrevistados no intervalo, tanto o zagueiro Jair quanto o goleiro Gilmar,
do Bangu, se referiram a Índio como "o cara" e "o sujeito", respectivamente, revelando nem sequer saber o nome do artilheiro campeão.
Narrador e jogadores apenas retrataram com rara fidelidade um momento do nosso futebol. Sem grandes estrelas, o Coritiba chegou lá. Jogando menos que o Bangu na decisão, é verdade, mas jogando muito mais durante toda a taça. Afinal, o Coritiba deixou para trás clubes como Vasco, Flamengo, Internacional, São Paulo, Santos, Cruzeiro, Corinthians, Bahia e Atlético-MG, para citar só os da elite.
E, se uma decisão por penaltis deixa sempre uma certa frustração, é bom lembrar que até copa do mundo pode ser resolvida assim. Na realidade frustrante é perder nos penaltis.Ganhar, não. Ao contrário. E, pensando bem, o Coritiba venceu até mesmo aquele bandeirinha, provavelmente muito amigo do doutor Castor de Andrade...
Por tudo isso, o Coritiba e o Paraná estão de parabéns".
Juca Kfouri.
(Fonte: Revista Placar nº 794 9/agosto/85, pg. 3)
Colaborou o Coxan@uta Marcio Adriano Freitas)
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)