
MEMÓRIA
O COXAnauta Diego Roque, 17, entrou em contato com os administradores do site sugerindo uma matéria sobre a Revista do Coritiba (Ed. Pinha).
Seguindo a linha de interatividade do site da Torcida do Coritiba, publicamos uma matéria com algumas informações sobre a revista, uma publicação que marcou época junto à coletividade Coxa-Branca.
A Revista do Coritiba, uma publicação da Editora Pinha, foi às bancas durante os anos de 1995 e 1998. Assinada por Ney Quiroz de Azevedo, chegou a circular por assinaturas, contando a história do Clube durante aqueles dois anos.
Quarenta páginas, coloridas, com fotos e informação sobre a história, o elenco, as torcidas, entrevistas, estatísticas, curiosidades, patrimônio, eventos e categorias de base, relatavam um pouco sobre o Verdão.
Uma das características de destaque da Revista do Coritiba era a abordagem à cultura Coxa. A linha editorial do periódico tinha grande influência da participação do torcedor na vida do Clube. Os eventos promovidos por torcedores eram destaque em matérias da revista, que buscava a interatividade junto aos coritibanos.
Há mais de dez anos, a revista mostrava um especial interesse com a interatividade com a torcida Coxa-Branca, destacando a cultura Coxa. Os torcedores podiam enviar fotos, cartas, contar histórias e fatos interessantes.
Na primeira edição, na capa, o mascote Vovô Coxa com uma placa indicando o rumo à Primeira Divisão. O retorno à divisão principal foi alcançado no dia 13 de dezembro de 1995, numa vitória de 3x0 num AtleTiba, com mais de 35 mil torcedores no Couto Pereira.
O retorno à Série A foi motivo de capa da edição número 2, que tinha a foto do histórico clássico e a frase, que se tornou legendária: "Não tinha como segurar... VOLTAMOS!". Destaque para uma matéria com o historiador Guilherme Straube, dos Helênicos e colaborador do site COXAnautas.
Na capa da edição número 3, uma foto com três promessas que surgiram nas categorias de base do Verdão: Alex, Dirceu e Castorzinho, dos quais, apenas Alex teve maior destaque. A Revista do Coritiba demonstrava uma atenção especial na sua linha editorial quando o assunto eram as categorias de base do Clube, bem como o esporte amador, que teve equipes formadas no Clube durante alguns anos.
Já na edição 4, a Revista do Coritiba trazia outra novidade para o torcedor coritibano: a possibilidade de comprar também um cachecol verde e branco, com o escudo do Clube, tendência muito adotada em alguns países da Europa, como Portugal. A matéria da capa era com Pachequinho, um dos maiores ídolos do Alviverde na década de 90.
A edição seguinte trazia o enfoque principal da força da camisa Coxa. Apesar de um campeonato nacional sem grande destaque, a torcida fazia a diferença. As lideranças políticas do Clube buscavam a restruturação do Cori, especialmente na área organizacional e administrativa, depois de alguns anos de Série B. Na área patrimonial do Verdão, a revista destacou a inauguração do primeiro campo de treinamento do CT (em 22 de junho de 1996).
O número 7 da revista tinha como matéria principal as obras no CT Bayard Osna, que em 1997 teria nova etapa de obras inaugurada (em 20 de dezembro). Fruto do apoio da coletividade Coxa-Branca e de algumas lideranças políticas, como a de Bayard Osna (já falecido à época), que levaria o nome do CT coritibano, que foi um marco na história do Clube para a formação de atletas. Matérias sobre os eventos com a participação dos Conselhos e dos torcedores visando arrecadar recursos para as obras do patrimônio Alviverde. Um detalhe interessante nesta edição foi uma matéria sobre o site COXAnautas, que começava a se formar.
Em 1998, a revista chegava ao número 8, que tinha o zagueiro Flávio, formado no Coxa, chamado para a Seleção Brasileira principal. A brilhante atuação no Brasileirão daquele ano foi motivo de destaque da revista. Em 98, o Coxa montou um grande time que ficou entre os primeiros do Campeonato Brasileiro, deixando saudade nos torcedores.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)