
RENOVAÇÃO
Uma matéria assinada pelo jornalista Eduardo Luiz Klisiewicz dá conta que a renovação de contrato com o lateral Ricardinho está mesmo paralisada. Um dos seus procuradores, Daniel de Paiva - que negocia os 50% dos direitos que o clube perderá ao final do contrato - está fora do país. O Cori tem negociado diretamente com Paiva, mas o advogado Cúnico Bach, o outro procurador de Ricardinho, detentor dos outros 50% dos direitos do jogador, diz que ainda não recebeu proposta oficial e se sente excluído.
"O Coritiba não nos procurou e não nos fez nenhuma proposta oficial. Sabem que sou procurador e acho que deveriam ter me procurado. Eles deveriam ter a consideração de me ligar pelo menos. Dá impressão de que o time não quer aceitar a valorização do trabalho do jogador", declarou Bach ao jornalista.
Como ambos, Bach e Piva, estão autorizados a representar o jogador, a confusão se instalou. "Os dois me representam, mas sempre estamos conversando sobre qualquer nova proposta ou sobre o interesse de outros clubes", afirmou Ricardinho.
Paulo Jamelli afirma que a negociação está em andamento. "Temos interesse sim. O Ricardinho, quando eu cheguei aqui, estava em uma lista de dispensa. Aos poucos foi conquistando seu espaço e fez por merecer a posição de titular. Hoje ele é bola de prata (premiação da revista Placar para os melhores do campeonato) e é um dos melhores do país. Ganhou a confiança e o respeito da torcida, mostrando que é um grande jogador. A questão, no momento, é financeira. Recebemos uma proposta e fizemos uma contraproposta. Estamos esperando a posição deles sobre o assunto. A valorização que estamos dando para ele é excelente. O Ricardinho só não fica no Coritiba se não quiser".
Daniel de Paiva quer que o clube adquira uma porcentagem do atleta para que a renovação ocorra. "No final do ano o jogador passa a ter 50% dos seus direitos federativos. Não é questão de luvas e nem salários, o clube precisa adquirir pelo menos alguma porcentagem dos direitos do Ricardinho".
Se não ficar no Coritiba, o procurador Cúnico Bach garante que o jogador deve ir para um clube da Europa. "Enquanto o Coxa não vem atrás, nós recebemos duas propostas. Uma da França e outra da Polônia, de clubes da primeira divisão".
Já o jogador parece ser o maior interessado no desfecho das negociações. "Minha vontade é ficar. Sou daqui e o Coxa é o clube para o qual sempre torci e tenho um carinho muito grande. Eu estou praticamente em casa. Conheço todos os funcionários que trabalham aqui e tenho uma identidade muito grande com a torcida. Hoje em dia é difícil um jogador com uma identidade dessas. Os caras ficam um ano, dois no máximo, e se mandam. Eu acho legal e quero ficar aqui muito tempo ainda".
Depois de um início de temporada com baixo rendimento, o jogador recuperou seu espaço, e hoje é um dos mais elogiados jogadores do elenco alviverde.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)