
O tempo passa... 13 minutos do segundo tempo, Coritiba e Figueirense empatam no Couto Pereira sem gols. Adriano repete uma jogada que havia tentado alguns minutos antes e o goleiro praticara grande defesa. O lateral sobe para o ataque em velocidade, finta o zagueiro e corta para o meio. De pé direito (parece que ele é um canhoto com dois pés esquerdos) tenta o arremate. A torcida se levanta.
Mas a bola explode na zaga.
Levando em conta os quatro jogos anteriores do Coritiba, poderia-se afirmar com muita propriedade que o final do lance seria um contra-ataque mortal do Figueirense, o qual provavelmente iria resultar na terceira derrota consecutiva do Coritiba.
Porém, pela primeira vez em cinco jogos, a sorte ajudou o Verdão na conclusão de uma jogada ofensiva. No rebote do chute de Adriano, a bola caiu limpa nos pés do solitário atacante Marco Brito. Ele dominou e não perdoou.
Trégua da urucubaca, primeira vitória coxa-branca no campeonato brasileiro. Da lanterna à 19a. posição, o Coritiba deixa para trás times grandes como Bahia e Vasco e outros menores como o próprio Figueirense e até mesmo o Atlético-PR.
No domingo, no Mineirão, o Coxa tenta surpreender o invicto líder Atlético com um baita problema: Reginaldo Nascimento levou o terceiro cartão amarelo e está suspenso.
***
Como nas partidas contra o Internacional (0x1) e Cruzeiro (3x4), ambas disputadas no Couto Pereira, o Coritiba teve mais posse de bola o jogo todo, mas raramente furava a retranca catarina.
Só aos 25 apareceu uma boa chance. Pepo cruzou da direita e Marco Brito, sem marcação, recuou a bola de cabeça para o goleiro. Cerca de dez minutos depois, o mesmo Marco Brito deu outra cabeçada fraca para fácil defesa do goleiro Edson Bastos.
Aos 36, a melhor chance alviverde. Jackson, um dos melhores em campo, o que compensou em parte a sonolência irritante de 90 minutos de Tcheco, fez um lindo lançamento para Lima. O atacante dominou a bola no peito e, da entrada da área, disparou rasteiro um chamado pombo sem asa. A bola passou raspando a trave esquerda.
Aos 44, susto para a torcida. Fernando, que há jogos não sai bem do gol, fez algo parecido com o goleiro do Corinthians no segundo gol do Internacional. Mas Jocimar, felizmente, não aproveitou. Aos 46, Jackson tentou chutar de primeira uma sobra de bola após um escanteio, mas acertou na orelha da bola e perdeu uma grande chance.
No intervalo, Bonamigo colocou Alexandre Fávaro no lugar do zagueiro Fabrício. A zaga alviverde ficou ainda mais frágil e o Figueirense teve duas boas chances de abrir o marcador, mas não soube aproveitar.
Foram 10 minutos em que o Coxa ficou perdido no campo, tentando ajustar-se ao 4-4-2. A partir de então apareceram boas oportunidades criadas pelo craque Adriano. Na primeira, ele driblou a zaga, entrou na área e chutou no canto. O goleiro jogou para escanteio. Na segunda, aos 13 minutos, ele repetiu a jogada, a bola explodiu na zaga e Marco Brito fez 1x0.
Atrás no marcador o Figueirense saiu mais para o jogo e equilibrou as ações. Por outro lado, isso permitiu inúmeras chances ao Cori nos contra-ataque, mas faltou capricho no arremate final.
Nos últimos minutos, o desespero tomou conta de ambas as equipes. Na base do chutão e da raça, a zaga alviverde - a essa altura composta por 11 jogadores - consertava as suas próprias besteiras.
Ao apito final de Paulo César de Olveira, o alívio imediato.
Que seja o fim dessa maré de azar. O Coritiba tem um time muito bom e não merece estar atrás de pelo menos 18 dos outros 23 clubes desse campeonato.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)