
CURIOSIDADE
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná lastima profundamente a atitude do Clube Atlético Paranaense, que proibiu a equipe de esportes da Rádio Transamérica de cobrir os jogos do time no Estádio Joaquim Américo.
A ordem foi dada ontem por dirigentes do clube, que, de forma prepotente, não admitiram a crítica do jornalista Airton Cordeiro, da equipe de Esportes da Transamérica, ao aumento do valor dos ingressos para os jogos do clube.
Na quinta-feira, quando os dirigentes do Atlético iriam à rádio comentar o novo preço dos ingressos, Cordeiro declarou que a medida era "um verdadeiro assalto ao torcedor".
A figura de linguagem facilmente compreensível pelos falantes médios da língua portuguesa não foi assimilada pelo presidente João Fleury, que a tomou em sentido literal. Ele se dirigiu a Airton fazendo ameaças e exigindo uma retratação. Airton se manteve firme, mas os dirigentes não voltaram ao assunto e nos dias seguintes, os repórteres da rádio, ao cobrir os treinos do Atlético, não foram barrados. O impedimento veio apenas no jogo de domingo, contra o União Bandeirantes.
Segundo informou o clube, a proibição permanecerá enquanto a rádio não se retratar. De acordo com o jornalista Cristian Toledo, da Transamérica, a rádio pode ir à Justiça para assegurar o direito de trabalho.
A arbitrária proibição é um desserviço ao público, que fica privado de mais uma fonte de informação. A intransigência dos diretores do Atlético, que, sem espírito democrático, não admitem a crítica, pune os ouvintes da rádio e impede que os profissionais da imprensa realizem seu trabalho.
O Sindijor permanecerá lutando para que a liberdade de opinião e o direito ao trabalho sejam assegurados aos jornalistas. Para isso, já encaminhou um ofício ao clube solicitando explicações sobre o deplorável episódio.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)