
JUSTIÇA
A jornalista Elaine Felchaka, em matéria veiculada no último domingo, 7, afirmou que, muito provavelmente, o Coritiba finalmente terá o seu recurso - que visa reverter a pena imposta pelo Tribunal em primeira instância - julgado pelo STJD na próxima quinta-feira, 11. Procurado pela jornalista, Paulo Schmitt confirmou que recebeu a pauta do julgamento, mas não quis adiantar se o recurso do Coritiba consta no documento: "Eu não posso dar a informação oficial, isso apenas a secretaria pode fazer", disse o procurador.
O Coritiba, através do diretor jurídico Gustavo Nadalin, afirma que ainda não foi notificado sobre qualquer decisão, mas aguarda o desfecho do caso para a data mais próxima possível: "Oficialmente não fomos notificados. Vamos esperar, faz quatro semanas que esperamos que seja marcado. Como a agenda é marcada pelo Pleno na quinta-feira, provavelmente segunda-feira (hoje) recebamos a notificação", informou. Até as 13h dessa segunda-feira, 8, a diretoria do Verdão não havia se pronunciado sobre o assunto.
Segundo consta, a estratégia de defesa para o julgamento no Pleno será tentar enquadrar o Coritiba no Novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Assim o clube não sofreria com o inédito acúmulo de penas, imposto durante o primeiro julgamento e reduziria a punição para "apenas" 10 jogos e uma multa de aproximadamente R$200 mil.
Imagens de torcedor armado no Parque Antarctica assustam o país. Mídia e STJD fazem "pouco caso" da situação
Na última quinta-feira, 4, veio ao conhecimento do povo brasileiro, um vídeo que demonstra claramente um torcedor armado nas arquibancadas do estádio Palestra Itália. O episódio aconteceu na comemoração de um dos gols da vitória do time paulista sobre o A. Paranaense, por 2x1, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro 2009.
Estranhamente, apenas alguns veículos da mídia brasileira fizeram menção ao caso, em um tratamento inversamente proporcional àquele dado em relação aos episódios acontecidos no Couto Pereira no dia 6 de dezembro de 2009. As perguntas que a Nação Coxa-Branca se faz no momento são: Qual então é o papel da mídia nacional em colaborar com a paz nos estádios? Entrar com arma de fogo nas arquibancadas seria tão menos grave assim?
Por outro lado, isentando-se de culpa e escondendo-se sob o Código de Justiça Desportiva, Paulo Schmitt diz que o STJD "nada pode fazer" para avaliar a questão: "Infelizmente a pretensão punitiva foi fulminada pela prescrição, pois na vigência do Código da época a ação prescrevia como regra em 30 dias da data do fato. Se tais imagens fossem veiculadas à época, o clube mandante poderia responder por falha na prevenção acarretando tumulto e desordem em sua praça desportiva, antiga redação do artigo 213 do CBJD, podendo eventualmente sofrer sanção de multa e perda de mando", afirmou em entrevista ao site da Justiça Desportiva.
O Coritiba, ajudando na busca pelos vândalos responsáveis pelos acontecimentos do dia 6 de dezembro e impondo medidas, ainda que polêmicas, para tentar resgatar a paz nos estádios, já deu o primeiro passo para afastar a violência do futebol. Agora, clube e torcida exigem um postura semelhante dos veículos midiáticos brasileiros, bem como do órgão que regulamenta a Justiça Desportiva no país, independente de qual Estado ou entidade esportiva isso venha a ocorrer.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)