
Foi fácil. Muito fácil. Para o torcedor coxa-branca, que está acostumado a levar sustos até o último minuto de jogo, a partida frente ao Flamengo foi um tanto atípica. Um detalhe é suficiente para ilustrar o que foi o jogo: até Roberto Brum marcou gol!
E o Flamengo veio cheio de otimismo, afinal, havia goleado o Bahia por 6 a 0 no Rio de Janeiro e o técnico Oswaldo de Oliveira estava invicto à frente do Flamengo. Mas alguém esqueceu de avisar o Coxa, que simplesmente não tomou conhecimento do time visitante.
O único "porém" do final de semana foi a Ponte Preta, que inexplicavelmente tomou de 4x1 do Inter em casa.
Após os resultados do final de semana, o Coritiba continua entre os cinco primeiros, agora com 42 pontos. O Verdão está a dois pontos do Inter e seis dos líderes Cruzeiro e Santos. Por outro lado, abriu três pontos de folga para o Atlético Mineiro, sexto melhor time do campeonato. Juventude, sábado, no Couto Pereira, e Cruzeiro no meio de semana, no Mineirão, são os próximos adversários.
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O herói do primeiro tempo do jogo teve nome: Júlio César. Não fosse o goleiro, o Flamengo teria passado vergonha por muito mais tempo. Aos 10, após receber cruzamento da esquerda de Marcel, Edu Sales se antecipou à zaga flamenguista e chutou a bola próxima ao travessão de Júlio César. Aos 12, Tcheco cobrou falta para a área e Odvan tocou no contra-pé do goleiro, que fez excelente defesa, no reflexo.
O volume de jogo do Coxa finalmente foi transformado em gol aos 25. Em nova cobrança de falta, Tcheco colocou a bola no segundo pau. A defesa do Flamengo ficou preocupada com o zagueiro Odvan e Marcel, sozinho, chutou de voleio: 1x0.
Aos 31, Lira - que substituiu Adriano à altura - puxou toda a defesa rubro-negra para a esquerda e deixou Souza na cara do gol. O atacante chutou forte, mas Júlio César saltou para fazer outra grande defesa.
Aos 35, a única chance real de gol do Flamengo. Felipe cobrou falta próxima à area, a bola bateu na barreira e sobrou limpa para ele, mas o chute saiu muito alto.
Aos 43, Odvan foi ao ataque e sofreu pênalti (duvidoso) de Rafael. Tcheco bateu no canto direito e ampliou.
No segundo tempo, o show alviverde não perdeu força. Pelo contrário. Logo aos 11, falta dentro da meia-lua. Tcheco e Marcel ficaram próximos à bola. Num lance de muita esperteza, Tcheco tirava a atenção do goleiro ao reclamar da barreira enquanto Marcel manda a bola, com categoria, no ângulo esquerdo de Júlio César: 3x0.
Aos 16, Marcel quase fez o quarto. Ele arriscou de fora da área e Júlio César salvou. Aos 23, belo contra-ataque 3 contra 2. Marcel carregou a bola pelo meio, chamou a marcação e abriu para Edu Sales, na esquerda. O 11 dominou e tocou na saída do goleiro: 4x0.
Com fome de gol, o Verdão chegou ao quinto. Aos 27, Lira foi mais esperto que a zaga adversária, roubou a bola e foi puxado na área. Roberto Brum pediu a bola e foi para a cobrança. Marcel ainda tentou, sem sucesso, argumentar com o meia e deixou a marca da cal insatisfeito. Brum não arredou pé e, com muita classe, marcou seu primeiro gol com a camisa alviverde.
Ainda havia 15 minutos por jogar e Paulo Bonamigo resolveu dar ritmo de jogo a Dejames, Lima e Marco Brito. Apesar da vontade desses jogadores, os demais mostraram-se satisfeitos com o placar e o Coxa caiu um pouco de produção.
Bom para o goleiro Fernando, que finalmente pôde aparecer um pouco. Em cinco oportunidades, o goleiro fez defesas espetaculares e foi ovacionado pelos 12 mil torcedores que estiveram no Couto Pereira - os outros 3 mil foram embora lá pelos 25 minutos...
Jogoram pelo Coxa: Fernando, Ceará, Odvan e Reginaldo Nascimento; Lira, Roberto Brum, Tcheco, Jackson e Souza (Dejames); Marcel (Marco Brito) e Edu Sales (Lima).
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)