
TORCIDA
Andréia Lima e Matheus Lucas
Dizem que, quando se dá algo a alguém, recebe-se o dobro. Pois deve ser verdade! No domingo em que o Coritiba homenageava as mulheres pela comemoração do seu dia internacional na véspera, quem recebeu o presente em dose dupla foi o próprio Clube.
A torcedora Andréia Lima ganhou do COXAnautas um par de ingressos para assistir a Coritiba x Iguaçu. Ainda novata como torcedora do Verdão do Alto da Glória, Andréia nunca havia tido oportunidade de conhecer o Couto Pereira. Seu filho, Matheus Lucas, muito menos. O garoto era - sim, era! - torcedor do P. Clube. Nada que uma vitória e a força da torcida que nunca abandona não pudessem mudar. O sentimento de amor pelo Coritiba é realmente irresistível, como comprovam os dois.
Para mãe e filho, uma tarde inesquecível. A epopéia vivenciada pelos mais novos Coxas-Brancas no dia 09 de março de 2008 é contada por Andréia, mais uma mãe coritibana e mais uma mulher a embelezar o estádio do Cori. Confira:
Parte I - A chegada
Em junho de 2006, meu filho e eu viemos do interior, mais precisamente do norte pioneiro, onde sempre sofremos forte influência do futebol paulista, descendente de italianos, neta de um sócio apaixonado do Palestra Itália. Obviamente, segui o mesmo rumo, fiel e dedicada, honrando o time sempre presente, rindo e chorando nos bons e maus momentos.
Como não poderia ser diferente, ao chegar na capital não deixei de perceber a beleza do uniforme Alviverde paranaense. Conversa vai, conversa vem, passam-se os meses, mas já se sabe, um apaixonado por esportes será sempre um apaixonado, foi então que comecei a analisar a situação de estar na capital e continuar torcendo pro Palmeiras se aqui tínhamos um Alviverde com a raça do povo do nosso estado. Pois é...
Parte II - A conspiração
Enquanto isso, do outro lado do ringue (rsrsrs), o Matheus Lucas, de nove anos, simpatizava com o P. Clube. Até eu entrava na dança com ele, pois morávamos perto da sede social, e ele tem até camisa do time da Vila. Tudo bem, se não fosse... Eu começar a namorar um Coxa-Branca que vivia tentando me converter.
O destino estava conspirando: final de ano vendo o sofrimento do Glorioso Alviverde, e, na final, eu prometi a mim mesma que se ele voltasse pra primeira divisão eu abraçava a causa. Graças a Deus, "dito e feito", abracei e com muito amor!
Em seguida a primeira camisa de presente, depois disso a vontade de ver e sentir de perto a emoção. Como não conheço quase ninguém aqui, só me restava a internet. Estava em casa e com muitas opções, diga-se de passagem, e fui muito bem recebida virtualmente por vocês (COXAnautas), que ajudaram a concretizar este sonho.
Parte III - Chega o grande dia
Vamos à tarefa difícil de arrastar o menininho torcedor do P. Clube pro Glorioso Couto(Valia suborno?). Depois de muita conversa, lá vamos nós. Dia Internacional da Mulher na véspera, só tinha dois presentinhos na minha lista: uma vitória, e converter o tal garoto.
Grande momento! Chegamos em frente ao estádio, emoção indescritível, paralisada na frente vendo a festa da torcida. Simplesmente eterno.
Parte IV - O jogo
Detalhe para os 90 minutos sofridos. Foi o mais intenso teste da minha vida!
Do meu lado vi meu filho entrar maravilhado querendo saber tudo ao mesmo tempo e eu sem palavras. No decorrer do jogo, fui acompanhando ele se soltar. Daqui há pouco brigando com o juiz... E, então, ouvi o que não esperava: "Coxa, eu te amo!".
Pronto. Missão de "mãe Coxa-Branca" cumprida. Entrou paranista e saiu Coxa, com direito à camisa!
Parte V - A despedida...
Acabou a festa. Tinha acompanhado todo o jogo pelo rádio, e assim fiquei ouvindo os meninos e vendo a galera se retirar. Parei e pensei: "Quanto tempo eu perdi?! É hora de recuperar!".
Foi só o primeiro de milhares. Valeu, COXAnautas!
Saudações Alviverdes!
Andréia Lima
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)