
Era a rodada dos sonhos do Coritiba. Bastava vencer o acabado Vasco da Gama e começar a arrumar as malas para a Copa da Libertadores - de lambuja, continuaria a sonhar com o bicampeonato.
Pois uma série de erros e uma infeliz jornada fizeram com que a noite fosse completamente sem graça para a torcida alviverde. No estádio São Januário, o time da casa venceu por 2 a 1 e, agora, o Verdão volta a priorizar a briga por uma vaga na Libertadores. Mesmo porque os concorrentes diretos estão fortes e a cada rodada tem mais gente chegando para a festa.
A derrota deixou o Coritiba com 56 pontos, ainda na terceira posição. O próximo compromisso será no domingo, no Couto Pereira, frente ao Paysandu.
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Os primeiros dez minutos de jogo foram de extrema cautela por parte de Coxa e Vasco, sem jogadas incisivas. Porém, mesmo quando ainda não atacava com vontade, o Coritiba já dava mostras de ser infinitamente superior ao alvinegro.
Vale uma exceção: durante esse tempo de estudo, Odvan marcou um gol de cabeça, prontamente anulado pelo árbitro Cléber Abade, que gesticulou "carga" do zagueiro alviverde - no replay da TV, ficou claro que não houve carga, mas puxões na camisa - e por parte dos dois jogadores.
Logo depois, aos 15 minutos, grande jogada de Edu Sales. O atacante deixou o zagueiro Henrique falando sozinho com um drible de corpo espetacular. Sem recurso, o vascaíno puxou o atacante e, como havia chance clara de gol, levou o cartão vermelho. Na cobrança de falta ensaiada, Edu mandou a bola no travessão.
Aos 27, uma das melhores chances do Coxa no jogo. A bola foi cruzada da direita, a zaga falhou e Lima, na pequena área, chutou para fora.
Aos 34, outra jogada de perigo na área alvinegra. Edu fez jogada pela direita e cruzou. Lira, sozinho, cabeceou para boa defesa de Fábio.
Aos 45 saiu o gol do Vasco, um dos mais injustos que o Coxa sofreu no campeonato. Régis chutou da entrada da área e Fernando fez excelente defesa. A bola sobrou na linha de fundo, quase fora da área e Edinho (do Vasco) sairia com bola e tudo quando, infantilmente, Reginaldo Nascimento deu um carrinho e possibilitou ao árbitro compensar a expulsão do zagueiro do Vasco - pelas imagens, não dá para ter certeza de que houve contato entre os jogadores, mas Cléber Abade não pensou duas vezes e apitou. Edmundo foi para a cobrança e anotou o seu centésimo gol em campeonatos brasileiros.
Para a etapa complementar, o Verdão voltou com Helinho no lugar de Edinho Baiano. De fato, durante os 45 minutos, o Coxa ficou com a bola no campo adversário, numa forte pressão, mas não produziu quase nada de concreto. Lira e Ceará irritantemente insistiram em fazer "chuveirinhos" da intermediária, facilitando o trabalho cruz-maltino.
Apesar disso, o Cori teve três chances reais de empate. A primeira com Edu Sales, aos dez minutos. Ele fez uma excelente jogada individual e, da marca do pênalti, sentou o chinelo, no meio do gol. O goleiro, no reflexo, jogou a bola para escanteio. Depois, aos 17, Marco Brito teve a bola do jogo na cabeça e perdeu um gol feito - irritando até mesmo Paulo Bonamigo, que logo depois o substituiu por Gélson. Aos 18, Jackson também perdeu boa oportunidade: da entrada da área teve liberdade para arriscar, mas a bola passou raspando a trave esquerda.
Depois disso, só cruzamentos e mais cruzamentos, todos inúteis.
O castigo veio aos 44. Completamente acabado fisicamente, o time viu o Vasco subir com velocidade e Danilo, pela direita, bateu cruzado. A bola ainda desviou em Reginaldo Nascimento: 2 a 0.
Pouco depois, quase que a derrota virou vexame. Ygor recebeu livre na grande área, também pela direita, e chutou cruzado. Dessa vez, Fernando conseguiu tocar a bola, que beijou a trave.
Aos 48min, em um lance idêntico ao do gol de Odvan anulado no primeiro tempo, Cléber Abade assinalou pênalti, convertido por Edu Sales.
O Cori jogou com Fernando; Reginaldo Nascimento, Odvan e Edinho Baiano (Helinho); Ceará, Roberto Brum, Jackson, Lima (Souza) e Lira; Edu Sales e Marco Brito (Gélson).
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)