
É cada vez mais gostoso acompanhar o Coritiba. Até os torcedores menos apaixonados já estão sentindo aquela ansiedade durante a semana, torcendo para chegar logo a próxima partida do Coxa.
Não há a menor dúvida: é o orgulho de ser coxa-branca que está à flor da pele.
Hoje à tarde, o Verdão deu mais uma prova que não tem estádio nem time que o assuste. Os jogadores entraram no temido estádio da Ponte Preta, o Moisés Lucarelli, tão tranqüilo que parece que esqueceu de jogar no primeiro tempo.
E pagou por isso, descendo aos vestiários com um déficit de um gol.
Dedo na tomada e Souza no lugar de Lima foram o suficiente para mudar a cara do time, que então voltou a mostrar a garra que caracteriza a camisa alviverde.
Veio o empate e a virada ficou a um passo. De qualquer forma, o placar final foi bem pior para o adversário, que agora soma 21 pontos e continua a habitar a zona de rebaixamento. Já o Coritiba, com 34 pontos, mantém o quarto lugar, mas agora com a companhia do apito-amigo-Internacional.
O próximo jogo do Coritiba é na quinta-feira, às 20h30, contra o Vitória, no Couto Pereira - rubro-negro baiano que hoje foi atropelado em casa pelo São Paulo.
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Melhor em campo, a Ponte abriu o marcador logo aos 16 minutos, em uma falha gritante da zaga alviverde. Fabrício Carvalho recebeu a bola sozinho na área para chutar rasteiro, no canto direito de Fernando.
Um tanto quanto perdido em campo, o Coxa ainda conseguiu produzir algo na primeira metade do jogo. A melhor chance foi com Edu Sales, que recebeu lançamento de Edinho Baiano e bateu cruzado à direita da trave do goleiro Lauro.
No segundo tempo, até os 25 minutos, quem realmente mereceu a vitória - e trabalhou para isso - foi o time da casa. Não fossem as péssimas finalizações...
O Verdão demorou, mas acordou e começou a incomodar de verdade. Sem recursos técnicos, o alvinegro apelou para a violência - o jogador Roberto exagerou e acabou sendo expulso pelo árbitro Alício Pena Júnior.
A pressão coxa-branca foi crescendo e, no abafa, veio o gol de empate. Em um cruzamento despretensioso, na marca do pênalti, Reginaldo Nascimento subiu para uma cabeçada espetacular que colocou a bola no ângulo esquerdo, indefensável.
Com um jogador a mais, o Coritiba partiu com tudo para cima da Ponte. Lira chegou, inclusive, a acertar o travessão em um "chute-cruzamento". Para azar do Coxa, o tempo que restava não foi suficiente e o jogo terminou mesmo empatado.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)