
O 3 a 2 deixa o Coritiba provisoriamente na sexta colocação no campeonato, com 17 pontos. Dependendo de Corinthians x Vitória e Paraná x Flamengo, o Verdão cai no máximo para a oitava colocação, mostrando uma excelente recuperação no Campeonato Brasileiro. E o alviverde das Araucárias pode melhorar a sua campanha no próximo domingo, às 16h, quando enfrenta mais um alviverde. O jogo será contra o Goiás, lanterna do Brasileirão, no Serra Dourada.
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O Coxa entrou em campo neste sábado precisando da vitória. Primeiro, para restaurar a ordem na própria casa - tantos resultados negativos (derrota para Inter e Cruzeiro e empate com o Vasco) em um mesmo campeonato é fato raro no Alto da Glória. Segundo, porque o Coritiba tem mostrado que tem time para estar entre os oito melhores mas, para isso, precisava manter uma certa regularidade e somar pontos em seqüência.
Na ensolarada tarde, um público total anunciado de 7.573 torcedores (resultado da exigência da nova lei, que o clube está fazendo questão de cumprir como pode) viu o Coxa entrar em campo com um jogador praticamente desconhecido: Douglas. O terceiro goleiro foi escalado para substituir o titular Fernando, contundido, e o reserva, Vizotto, pego no exame antidoping e suspenso preventivamente por 29 dias.
Mas nos primeiros 15 minutos, não deu para a torcida saber se ele era confiável. Experimentando uma nova opção tática, Bonamigo colocou o Coritiba marcando pressão. E quase deu certo. Foram várias as chances criadas pelo ataque alviverde - e igualmente desperdiçadas. Na melhor delas, iniciada em uma bela jogada de Jackson, Tcheco ficou à vontade para arrematar da entrada da área. A "bomba" explodiu no travessão. Outra boa chance veio dos pés de Jackson, em cobrança de falta. Assim como no lance anterior, a bola beijou a trave superior.
Não existe no futebol nada mais verdadeiro que o ditado "quem não faz, toma". Aos 27, numa das poucas vezes que o time de Campinas passou do meio campo, o Coxa cedeu escanteio e levou o gol. A bola foi cruzada na área e Edinho Baiano vacilou, tocando fraco de cabeça para o meio da área - exatamente como não se deve fazer. Rodrigão aproveitou e bateu no canto esquerdo de Douglas.
O gol mexeu negativamente com o time coxa-branca e o Guarani teve chance clara de ampliar a vantagem. Aos 35, Vágner entrou na área sozinho e tocou na saída do goleiro. Douglas conseguiu desviar a bola, praticando uma defesa fundamental para a virada, e conquistando a confiança do torcedor.
No intervalo, a torcida vibrou bastante - não, não era só por causa da derrota do Atlético-PR. Os auto-falantes anunciavam a saída do lateral-direito Maurinho para a entrada de Edu Sales.
Mas, nos primeiros dez minutos, o Verdão não se acertou com a mudança tática e foi presa fácil para o Bugre, que não soube aproveitar. Numa das chances, aos seis minutos, Marquinhos subiu cara-a-cara com o goleiro e errou a cabeçada fácil.
Aos 13, o Coxa subiu para o ataque com Tcheco. O meia ficou esperando que alguém aparecesse para tabelar, o que não aconteceu. Sem opção, arriscou de fora da área - e fez um golaço, no ângulo esquerdo de Jean.
Era tudo o que o Coxa precisava para crescer para cima do Guarani. Aos 20, aconteceu a virada. Edu Sales fez um carnaval na linha de fundo e foi derrubado com uma cotovelada. Tcheco cobrou a falta na cabeça de Marcel, que mostrou mais uma vez por que usa o número 9 nas costas: 2x1.
Naturalmente, o time da casa recuou um pouco e passou a jogar nos contra-ataques. Aos 30, Lima foi lançado, brigou pela bola com dois zagueiros e conseguiu tocar para o gol. A bola tocou na trave e o mesmo Lima pegou o rebote, chutando por entre as pernas do goleiro.
Restando quase 15 minutos, o Verdão perigosamente abriu mão do jogo, considerando a vitória como definida. Mas na base de péssimos "chuveirinhos", os visitantes não ameaçavam diminuir a vantagem do Coxa. Na única vez em que tentaram uma tabela, aos 46, Rodrigão ficou sozinho para tocar para as redes: 3x2. Felizmente, para a nação coxa-branca, foi o último lance da partida.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)