
Pense rápido: quando foi a última vez que o Coritiba foi derrotado? Faz tempo. Desde o dia 11 de maio, quando o Verdão foi a Porto Alegre e perdeu por 1x0 para o Grêmio, foram dois empates e cinco vitórias. Com o sucesso de hoje, o time alviverde assumiu a terceira posição, com 27 pontos, um a menos que o líder Cruzeiro, que joga amanhã contra o Internacional.
O adversário desta tarde também veio animado, com campanha muito semelhante à do Coritiba. Além dos mesmos 24 pontos, o São Caetano vinha de seis jogos sem derrotas e três vitórias consecutivas contra clubes fortes: Corinthians, Santos e Vitória. O último resultado negativo do clube do ABC Paulista havia sido também no dia 11 de maio: 3x0 Figueirense, em Santa Catarina.
Por isso, esperava-se muito equilíbrio entre Coritiba x S. Caetano.
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Os primeiros minutos da partida mostraram o que as duas equipes sabem fazer de melhor: marcar. Apesar da maior posse de bola, o Coxa não tinha poder de fogo no ataque e a defesa adversária neutralizava as jogadas ainda na intermediária.
A primeira chance de gol do Verdão foi de bola parada. Marcel bateu com força de longe, à meia altura, e Sílvio Luís defendeu em dois tempos. Depois, Edu Sales fez jogada na direita e cruzou para Marcel, mas o goleiro foi mais rápido.
O Coritiba começava a assustar o São Caetano e, aos 22, abriu o marcador com um golaço do meia Jackson (está pintando mais um "Gol do Internauta"). Após jogada de linha de fundo, a defesa afastou a bola para o meio-campo. Jackson ganhou o rebote de dois adversários e arriscou da intermediária. A bola morreu no ângulo direito, indefensável para Sílvio Luís.
À frente no marcador, os donos da casa recuaram e quase foram surpreendidos. Em cobrança de falta da entrada da área, Marcinho mandou no ângulo esquerdo, mas Fernando foi buscar. A bola ainda bateu no travessão e caiu no pé de Matheus, que chutou duas vezes da pequena área, para duas defesas milagrosas do goleiro - mas a jogada já havia sido anulada por impedimento.
A raça de Fernando levantou o torcedor (que inexplicavelmente compareceu em pequeno número, 8 mil). E o time se animou. Aos 31, Tcheco cobrou escanteio com muito efeito e Reginaldo Nascimento, mais esperto que os zagueiros, conseguiu cabecear no canto esquerdo: 2x0.
Relaxado com a vantagem construída, o time coxa-branca quase sofreu o gol no último lance da primeira etapa. O meia Fábio Santos apareceu sozinho na entrada da área e mandou uma bomba. Fernando mostrou muito reflexo e espalmou a bola, que ainda beijou o travessão antes de ir para a linha de fundo.
O segundo tempo foi dominado pelos visitantes no quesito posse de bola, mas Odvan, Edinho Baiano e Nascimento estiveram quase perfeitos. Resultado, as chances do Azulão se resumiram a arremates de fora da área.
Uma das poucas chances concretas veio aos seis minutos. Ramalho fez jogada individual e tocou na área para Marcinho bater. Fernando fez outra boa defesa.
Seguro na defesa, Edu Sales e Marcel tiveram excelentes oportunidades no contra-ataque, mas mostraram pouca tranqüilidade - principalmente o camisa 9, substituído no final para a volta do lateral-direito Ceará.
A melhor chance de Edu Sales foi aos 18. Ele entrou na área, mandou a bola entre as pernas (que drible!) do zagueiro e bateu forte para grande defesa do goleiro. Aos 32 aconteceu a chance mais clara de Marcel. Sozinho na área, o atacante tocou para fora na saída do goleiro.
O Coxa foi a campo com Fernando; Odvan, Edinho Baiano e Reginaldo Nascimento; Jackson, Williams, Tcheco, Lima (Souza) e Adriano; Edu Sales e Marcel (Ceará). Cartões amarelos foram mostrados para Edu Sales e Adriano. Para o SC, Capixaba, Dininho, Marco Aurélio (SC).
No próximo domingo, O Verdão terá a missão de enfrentar o campeão (ou vice) da Liberadores da América na Vila Belmiro - será o primeiro jogo do Santos depois da decisão com o Boca Juniors.
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A péssima, horrorosa, desastrada arbitragem de Alício Pena Júnior (Fifa MG) levou a torcida à loucura. Além de ter economizado nos cartões, exagerou na marcação de faltas contra o Coritiba e ignorou muitas outras a favor. Para coroar sua atuação, acomodou-se e preferiu não marcar no segundo tempo um pênalti muito claro a favor do Coxa.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)