
Muito perto. O Coxa ficou a um passo de ser líder isolado do campeonato e, de quebra, reescrever um capítulo da história do clube: o alviverde buscava uma série inédita de cinco vitórias consecutivas pelo Brasileirão. Porém, mais do que o gol sofrido aos 37 do segundo tempo e as inúmeras chances desperdiçadas, o lance decisivo da partida entre Coritiba e Bahia aconteceu aos 22 do primeiro tempo. Pepo, improvisado na lateral-direita, cometeu falta dura e recebeu o cartão vermelho - pouco antes já havia sido advertido com o amarelo.
Até o referido lance, o tricolor baiano mal havia passado do meio-campo. Como um verdadeiro rolo-compressor, o Coxa dava impressão de que iria golear o apático Bahia. Mas o desequilíbrio numérico acabou nivelando as forças dentro de campo e o empate por dois gols ficou de bom tamanho.
Com o ponto conquistado na Fonte Nova, o Coritiba chegou aos 24 e está empatado com o Santos na vice-liderança, um ponto atrás do Cruzeiro. O próximo compromisso do campeão paranaense só acontece daqui a nove dias, sábado, no Couto Pereira, contra o São Caetano. É a primeira de quatro pedreiras paulistas. Depois, vêm Santos, São Paulo e Corinthians.
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O Coritiba fez um ótimo primeiro tempo, com boas chances de gol. Mesmo depois da expulsão de Pepo, Bonamigo optou por manter a equipe ofensiva e o resultado foi um amplo domínio das ações. Aos 27, a primeira grande chance alviverde. A zaga baiana falhou ao tentar cortar um lançamento e Marcel ficou livre na área para tocar na saída do goleiro Emerson, que fez grande defesa.
Logo depois, Tcheco prendeu a bola junto à bandeira de escanteio, na direita, e sofreu a falta. Ele mesmo cobrou para Fávaro desviar de cabeça. Emerson defendeu, mas Danilo pegou o rebote: 0x1. O gol deu mais tranqüilidade ao Coritiba, que quase cehgou ao segundo. Aos 42, Marcel ganhou de dois zagueiros e chutou de fora da área, cruzado, pela linha de fundo.
O segundo tempo foi diferente. O Bahia acordou e durante 25 minutos fez uma grande pressão no alviverde. Bonamigo, para reforçar a defesa, trocou Fávaro por Maurinho. Assim como em todos os outros jogos, o lateral-direito foi mal e não acrescentou muito ao grupo. E a pressão baiana deu certo. Após uma série de bons ataques, aos 13 minutos o time da casa conseguiu um belo gol. Luís Alberto recebeu lançamento e preparou de peito para Danilo, da entrada da área, bater forte, no canto direito de Fernando.
Animado pelo seu primeiro gol no torneio, o mesmo Danilo (do Bahia) quase marcou outro golaço quatro minutos depois. Ele deu um chapéu no zagueiro Danilo e chutou a bola próximo ao ângulo direito. Aos 18, outra chance tricolor. Nonato, que buscava seu 100º gol, recebeu cruzamento da direita e subiu para cabecear rente à trave.
Aos 25, finalmente o Coritiba conseguiu sair do campo de defesa e, como tem sido sempre, levando perigo ao gol adversário. A jogada foi de Jackson, que avançou pela direita, entrou na área e bateu em cima da zaga. O Verdão cresceu em campo e assustou o adversário por algumas vezes até que, aos 35, um excelente contra-ataque do Cori foi parado com uma falta próxima à meia-lua da área baiana. Tcheco, um dos melhores em campo, cobrou com extrema categoria no canto direito. O goleirão não esboçou qualquer reação.
Por todo o país, a nação alviverde comemorava a liderança, mas a festa não durou muito. Na base do "abafa", o Bahia fez uma bagunça na entrada da área alviverde e a bola sobrou para Luís Alberto. Para azar do Coxa, Reginaldo Nascimento chegou na bola um pouco antes do camisa 10... tempo suficiente para tocar de leve na bola. Luís Alberto, que já havia engatilhado o chute, pegou de canela e enganou o goleiro Fernando: 2x2.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)