
OLHEIRO FALA
O olheiro Will Rodrigues, que assumiu o Clube em julho do ano passado para ser o responsável pela avaliação dos jogadores que seriam contratados pelo Coritiba foi entrevistado pelo jornalista Róbson De Lázzari, da Gazeta do Povo.
Das vinte e uma contratações para a temporada, cinco das quais já deixaram o Verdão. Os volantes Marcos Mendes e Rodrigo Santos, o meia Lairson e o meia-atacante Lei foram dispensados. Destes, apenas Marcos Mendes não havia sido indicado por Rodrigues. O volante foi indicado por Gilberto Pereira, ex-treinador do Coxa.
Outros dois atletas já deixaram o Cori nos dois primeiros meses desta temporada: o meia-esquerda Guilherme, contratado em 2006, e o goleiro Marcelo Bonan, indicado por Will Rodrigues pelo seu desempenho no Santo André na temporada passada, mas que não se firmou no Verdão e pediu a rescisão contratual. “Ele não agüentou a pressão do clube. Soube da vinda do Artur e preferiu ir para o América (de Natal)”, explicou o olheiro.
Como funciona o planejamento das contratações
Will relatou como funciona o sistema de contratações no Cori, destacando que ele não é o único responsável pelas contratações feitas até aqui. “Contratação não é só na minha mão. O Coritiba trabalha em equipe. Dentro do clube todo mundo participa e as coisas estão começando a fluir”, comemorando os útimos resultados do Coxa (três vitórias consecutivas).
Vialle garante Will no cargo
Devido aos boatos que circularam na imprensa na quinta-feira (NE: o colunista da Tribuna do Paraná, Leandro Requena, comentou em sua coluna que o olheiro estava com os dias contados e que Vialle esperava pelo fim do seu contrato para demiti-lo), Vialle comentou com o jornalista da Gazeta que o olheiro Will Rodrigues continua no cargo: “Se partirmos desse parâmetro (sobre erros em contratações), todo mundo vai para a rua. Duvido que tenha algum dirigente no Brasil que não tenha dado uma indicação que não deu certo. Nunca existiu nenhum desentendimento entre mim e o Will”, afirmou o responsável pelo Departamento de Futebol do Alviverde.
Dinheiro e contratações
“Contratar sem dinheiro não é fácil. Você tem de fazer algumas apostas e não acerta sempre. Mas jogadores como o Igor, o Juninho, o Túlio e o Ozéia estão dando uma resposta positiva”, lembra o assessor da coordenação, Maurício Cardoso, se referindo ao fato de que com a queda e permanência na Série B fez o Coxa ter uma drástica redução de receitas (de R$ 11 milhões anuais em 2005 para R$ 2,75 milhões em 2007). Quando estava no Paraná Clube, Will Rodrigues fez fama ao trabalhar com um orçamento ainda mais curto daquele que atualmente tem o Coxa, mesmo com o time da Vila estando na Série A.
Bom relacionamento
O bom clima no Departamento de Futebol do Alviverde é destacado por João Carlos Vialle, que contou sobre o futebol entre os integrantes do setor, que é organizado por Will Rodrigues: “Daqui a pouco (ontem à tarde) tem jogo. Ele que arrumou as camisas, organizou o time e todo mundo joga”, explicou Vialle.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)