
LIBERTADORES
Faltou pouco, muito pouco mesmo para o Coritiba ressuscitar com força total na Copa Libertadores da América e decidir a vaga em casa, dia 13, às 21h15, com o Sporting Cristal, dependendo apenas das próprias pernas.
Mas Luiz Mário e Aristizábal, justamente aqueles que carregavam toda a esperança da torcida coxa-branca, desperdiçaram três chances incríveis que fatalmente fechariam o caixão do Olímpia e o placar em 2 a 1.
Agora, só uma combinação de resultados salva o Verdão.
Uma cobrança de falta no primeiro lance de jogo, foi tudo o que o Olímpia fez em 43 minutos de primeiro tempo. A partir daí, o Coxa dominou e jogou com quis.
Adriano, destaque da primeira metade, fez excelentes jogadas pela esquerda e o Coxa teve várias chances de marcar. Aos 21, o lateral levou a bola para o meio e chutou firme, de pé direito, no canto esquerdo. O goleiro Aceval caiu e fez bela defesa.
Outras oportunidades apareceram, mas a bola não entrava. Aos 34, então, Capixaba roubou a bola do zagueiro que tentava sair para o jogo. O meia saiu na cara do gol e chutou forte, da entrada da área, no canto esquerdo: 1x0.
Em vez de recuar, o Coxa continuou em cima, tentando o segundo gol. E só não fez porque Adriano cometeu um pecado capital. Depois de tabelar com André, Adriano chegou à linha de fundo e deu um "bico". Aristizábal entrava sozinho na pequena área para empurrar a bola para as redes, mas não chegou a tempo.
Logo depois Igor, outro destaque alviverde, cobrou falta de longe, no ângulo. O goleiro Aceval fez bonita defesa.
Aos 39, André Nunes chegou a marcar o segundo gol encobrindo o goleiro, mas o bandeira acusou impedimento corretamente (o atacante estava um passo à frente do último zagueiro).
A partir de então, o técnico Carlos Kiese fez duas substituições e o jogo mudou de figura. Quintana e Palacios deixaram a equipe para as entradas de Esteche e Campos.
Bastaram três minutos para que o estrago fosse feito. Aos 44, os paraguaios fizeram um lançamento para a área e Miranda e Nascimento foram enganados por um corta-luz muito bem feito. Lopez ficou com a bola, cortou Márcio Egídio e bateu colocado no canto direito de Fernando.
E aconteceu um apagão no Coxa que durou até os 25 minutos da segunda etapa. Abalado pelo gol e acusando uma falta de preparo físico absurda, o time se entregou - mesmo com a entrada de Luiz Mário em lugar de Igor. Nesse período, o Verdão não passou do meio-campo nem conseguiu acertar dois passes seguidos.
Logo aos três minutos da segunda etapa, Campos recebeu cruzamento rasteiro da direita e, de letra, quase marcou um golaço. Fernando salvou com os pés.
Aos oito, o mesmo jogador cobrou falta da entrada da área e mandou a bola a dois palmos da trave direita de Fernando.
Aos 25, o Coxa acordou para o jogo e começou a armar excelentes contra-ataques. E foi a primeira de três chances praticamente imperdíveis. Luiz Mário fez jogada pela direita e cruzou rasteiro da direita. Aristizábal recebeu a bola livre, mas chutou fraco. Aceval fez boa defesa.
Aos 28, Luiz Mário quase fez um golaço da entrada da área. Ele dominou a bola e mandou um balaço. O goleiro nem se mexeu, mas a bola raspou a trave e foi para fora.
As duas equipes, completamente exaustas, passaram a dar muitos espaços, mas os ataques não assustavam. Até que, aos 43, Aristizábal teve a bola do jogo nos pés.
Luiz Mário recebeu lançamento pela esquerda em condições legais de jogo e partiu em velocidade. Pelo meio, Ari, que entrava na área, chamou o jogo, totalmente sem marcação. A bola foi passada na medida.
Mas em vez de bater para o gol, de primeira, e correr para o abraço, Ari tentou dominar a bola. E não conseguiu.
Uma pena. Dessa vez, o Coxa merecia melhor sorte.
O Coxa jogou com Fernando; Jucemar, Miranda, Reginaldo Nascimento e Adriano; Ataliba, Márcio Egídio, Capixaba (Pepo) e Igor (Luiz Mário); Aristizábal e André Nunes (Laércio).
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)