MEMÓRIA
Aroldo Fedato é nome indispensável na galeria dos maiores ídolos do Coxa. Foi o jogador com maior tempo de clube e aquele que mais conquistou títulos jogando pelo Coritiba.
Considerado o melhor zagueiro que já jogou nos 94 anos de existência do Coritiba, Fedato esteve na última sexta-feira revendo os amigos do Coritiba. Ele assistiu ao treino da equipe principal no Couto Pereira e foi recebido pelo Vice-Presidente do Clube, Domingos Moro.
O site dos Coxan@utas destacam algumas passagens da brilhante história de um dos maiores jogadores de todos os tempos que já vestiu a camisa do Coritiba:
Fedato era um jogador dono de um estilo elegante e refinado de jogar futebol. Recebeu em 1951 o troféu Belfort Duarte, concedido por ele ter permanecido 80 jogos sem ser advertido com cartão amarelo ou vermelho.
Jogando pelo Coritiba, Fedato conquistou sete títulos estaduais, nas temporadas de 1946, 1947, 1951, 1952, 1954, 1956 e 1957.
Durante o período em que atuou no Coritiba, Fedato também foi integrante de todas as convocações às seleções paranaenses de futebol, numa época em que era mais habitual as competições entre seleções estaduais.
Por isto tudo, o zagueiro Fedato é considerado quase que de forma unânime, como uma das maiores glórias do futebol paranaense em todos os tempos.
O jornalista Vinícius Coelho destaca no livro “AtleTiba, paixão das multidões” a passagem de Fedato pelo Coritiba, contada pelo jogador Adão Plínio da Silva, lateral direito que durante um bom tempo jogou com Fedato:
“ – O Aroldo era perfeito. Uma tranqüilidade para todos nós. Por cima ninguém levava a melhor com ele e por baixo era muito difícil driblá-lo. Não dava um ponta-pé para desarmar um adversário e a bola com ele saí macia para o companheiro melhor colocado.
- Confesso que notei sempre uma coisa no Fedato. Ele ficava ruborizado quando perdia um lance.
- Exatamente. Ele se encabulava e até pedia desculpas. Ora, desculpas nós é que tínhamos que pedir a ele porque os problemas se originavam conosco. Fedato era além de tudo um “gentleman”. Com os companheiros e com os adversários. Saiu do futebol sem fazer um inimigo”.
Fedato também comentou sobre Adão, seu companheiro de time no Coritiba:
“- E você, Fedato. Fale do grande zagueiro.
- Parece que acharam que fui bom jogador. Devo ter sido, pois fui titular do Coritiba 14 anos. Mas devo também aos inúmeros zagueiros que atuaram comigo: Breyer, Lauro, Augusto, René, Fábio, Carazaari, todos grandes jogadores e que me ajudaram a fazer minha carreira.
- E o lateral Adão?
- Era um danado. Quando o ponta esquerda vinha para cima dele, já corria para tentar roubar a bola gritando: “Aroldo, me cubra, me cubra”. Acima de tudo, uma grade figura.
- E a sua emoção maior?
- Dentro de campo foram vários campeonatos que vencemos. Cada um com uma história e recordações maravilhosas. Aquele time do Coritiba de 52, uma máquina maravilhosa”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)