
IMPRENSA
O site DW-World noticiou um ataque de neonazistas ao deputado Giyasettin Sayan, membro da bancada do Partido de Esquerda na Assembléia Legislativa de Berlim, que ficou ferido e encontra-se hospitalizado.
O político foi atacado no bairro de Lichtenberg, em Berlim, um dos locais tido como de alto risco para não-alemães que visitarem a cidade durante a Copa do Mundo. Em bairros de Berlim e cidades como Leipzig e Dresden e setores do leste do país são encontrados muitos grupos neonazistas.
Recentemente, um cidadão alemão, de origem etíope, foi assassinado por dois neonazistas, por motivos raciais. A notícia chocou os alemães e foi motivo de revolta, com manifestações contrárias à xenofobia.
Autoridades preocupadas
Dias atrás, o ex-porta voz do governo, Karsten Heye, causou polêmica ao alertar os turistas negros que vierem à Alemanha durante a Copa do Mundo a evitar determinadas regiões do país, como o estado de Brandemburgo. Depois de receber críticas de alguns setores políticos, especialmente os dirigentes de Brandemburgo, as declarações de Heye ganharam eco depois do incidente ocorrido contra o deputado alemão.
O governador de Brandemburgo, Matthias Platzeck, reviu sua posição contrária aos comentários de Heye: "tem razão ao dizer que há, principalmente no Leste alemão, problemas como racismo, extremismo e violência de direita" disse, depois de novos ataques xenofóbicos.
O novo ataque da extrema direita fez o vice-chanceler federal, Franz Müntefering, defender a criação de uma frente de combate à xenofobia na Alemanha: "deve-se evitar que o caldo do extremismo de direita se entorne no país" disse o vice-chanceler. Outro político alemão alertou sobre o problema: Kay Nehm, Procurador Geral da República Alemã, afirmou que "no Leste alemão há situações de ataques brutais, dos quais determinadas pessoas não escapariam ilesas".
O Brasil fará sua estréia na Copa do Mundo jogando contra a seleção da Croácia. O jogo será realizado na cidade de Berlim, no próximo dia 16.
Jogo de alto risco
O jornal Der Spiegel noticiou que os extremistas neonazistas estão organizando torcidas pelo time do Irã durante a Copa do Mundo 2006, em um sinal de apoio à postura do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que negou a existência do Holocausto.
Além dessa postura mais atual do presidente iraniano, o Irã sempre demonstrou apoio à causa nacional-socialista. O próprio nome do país - que se chamava Pérsia antes da Segunda Guerra Mundial - é oriundo dessa simpatia pela causa, pois os persas o fizeram para agradar aos alemães, mostrando-lhes que também tinham origens arianas.
Pela Internet, os neonazistas estariam se organizando para fazer uma marcha pelas ruas de Leipzig, no dia 21 de junho, quando as seleções de Irã e Angola, jogarão na cidade.
Temendo um estado crítico, a polícia de Leipzig deverá apelar à Justiça alemã para que as manifestações neonazistas sejam proibidas durante o campeonato mundial: "Caso contrário, a polícia não terá condições, em termos de pessoal, de garantir a segurança durante a Copa", disse em entrevista ao Der Spigel, Konrad Freiberg, líder do sindicato de policiais.
Serviço
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)