
BOB COXA
Colaborou o torcedor Coxa-Branca Luiz Carlos Betenheuser Júnior
Para uma audiência de uns dois mil fãs, a banda inglesa The Cult fez um bom show na fria noite de terça-feira, 7, em Curitiba. Vindo de duas apresentações em Porto Alegre e Buenos Aires, a banda manteve o set list básico da turnê sul-americana, acrescido "Lil' Devil" e "Eletric Ocean" (no bis). Em Curitiba, o Cult procurou trabalhar músicas de várias fases da banda, dos primórdios ao último disco. Ian e Billy traziam ao seu lado, o baterista John Tempesta, do guitarrista Mike Dimkich e do baixista Chris Wyse, que emplacaram com a dupla formadora do Cult.
Com um atraso de quase uma hora, a banda entrou no palco detonando com a dobradinha de clássicos "Nirvana" e "Rain", cantadas em uníssono pela platéia, que ficou com um tamborim - e depois mais um -, um presente arremessado pelo vocalista Ian Astbury. O vocalista ficou o show inteiro com óculos escuros, camiseta dos Sex Pistols (à distância, presumo, algo relacionado a "God Save the Queen") e jaqueta de couro, apesar do calor considerável na casa de espetáculos. "Rain", de 1985, é um clássico da banda. Uma composição simples, na letra e no arranjo. Dos tempos em que a banda era 'virgem', como classificou o próprio Astbubry num show em 2001, em Los Angeles, que virou material em DVD.
Logo depois, veio a novata "I Assassin", do trabalho "Born into This", disco mais recente da banda e que está sendo divulgado na turnê mundial.
Na seqüência veio "The Witch", com ares eletrônicos, da fase de 1994 da banda (do introspectivo disco "the Cult - Black Sheep"), para depois uma dobradinha clássica, do disco "Sonic Temple": "Fire Woman" e "Edie (Ciao Baby)". Nada de acústicos: "Edie" foi tocada de forma crua, seca e direta. O guitarrista Billy Duffy apresentou a banda como sendo dedicada às ladies da platéia.
Para completar o clima nostálgico, outro clássico poderosíssimo: "Lil' Devil", hit dos tempos de "Eletric", uma ode às anjinhas (ou seriam diabinhas, sei lá, o limiar é tão tênue...), que fez a platéia pular e dançar.
A banda voltou a tocar uma das novas, "Iluminated", para depois trazer duas 'antigas': a tribal "Horse Nation" - do disco "Death Cult" - e "Spiritwalker" - do primeiro disco do Cult, o "Dreamtime". Dos primórdios do Cult, Spirit manteve o pique agitado do show, em que se pese Ian mudar os tempos de alguns refrões. Mas afinal, ele pode, é o mentor intelectual das músicas...
Durante o show, o guitarrista Billy se mostrava amável com os fãs, com direito a posar para fotos, parecendo se divertir com a apresentação. Já o vocalista Astbury, apresentou-se de forma metódica, um trabalho mais técnico, parecendo não curtir o show e sim, fazer seu trabalho. Convenhamos, de forma bem feita, mas sem a mesma jovialidade divertida do carismático Billy. Nem mesmo os problemas iniciais do som da guitarra, nas primeiras músicas foi capaz de fazer Billy Duffy não se divertir com a noite.
Na seqüência, o Cult trouxe mais uma poderosíssima canção, "Rise", do disco "Beyond Good And Evil". Impactante, a música destroçou os ouvidos da audiência, que se divertia com os clássicos da banda, uma sintonia entre banda e platéia. Depois veio uma das antigas, a renascida das cinzas "The Phoenix", com direito a improviso de guitarras e bateria - e por isto, renascida... -,do álbum "Love", de 1985.
Noutra novata, "Dirty Little Rockstar", apresentada por Ian como uma 'comenda' ao estrelado do cenário musical do século XXI, uma música de maior pegada do disco novo "Born into This", a platéia pode conhecer um pouco da nova fase do Cult, um trabalho mais próximo do que se ouve no novo rock mundial.
Já na fase final do show, mais dois clássicos, momentos de glória do Cult dos tempos de "Eletric": "Wild Flower" e a também poderosa máquina de remover o amor, "Love Removal Machine", ambas muito bem-vindas pelos fãs. Refrões cantados bem alto e uma paulada sonora da banda fechavam o ciclo da apresentação, antes do bis.
Para o bis, a banda preparou três músicas - até então, as apresentações contavam com duas canções no bis: "Sweet Soul Sister", uma ode para as garotas Dior, "Eletric Ocean" e, a Mona Lisa do the Cult, "She Sells Sanctuary", a mais conhecida música d'O Culto.
O "Santuário" literalmente fez a platéia enlouquecer. Foi o que bastou para encerrar com fecho de ouro uma boa apresentação da banda, um show que mostrou um Cult renascido e com força.
Com a divulgação do trabalho "Born into This", a banda deixa o caminho aberto para novos trabalhos em estúdio. E, para a felicidade dos fãs, novos shows. É esperar, pra ver de novo, algo de novo.
Veja algumas fotos do show:
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