
Entrevista Coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
O técnico António Oliveira iniciou a coletiva fazendo uma avaliação desta eliminatória de quartas de finais dizendo: “Perdemos a eliminatória não aqui, mas no primeiro jogo. Não há muito que falar desse jogo, a equipe jogou muito bem, com volume de jogo impressionante com 31 finalizações e 15 no gol. Acho até que treinamos o goleiro, porque defesas difíceis foram três. Estamos tristes por não atingir o objetivo, mas a equipe mostrou mais uma vez que estamos no caminho certo”.
Perguntado sobre a perspectiva do jogo de terça-feira, se a atuação de hoje projeta um bom jogo contra o Criciúma, o técnico Coxa respondeu: “Nos dá a perspectiva que estamos no caminho certo. Fomos muito comprometidos no jogo, tivemos atitude, fomos fortes na transição defensiva, mas esbarramos na exibição do goleiro. Estamos com a consciência tranquila, meus jogadores deram tudo e podem dormir descansados. Tristeza pela eliminação, mas estamos no caminho certo”.
Em relação à formação inicial com Robson e a entrada do Marcelino Moreno no lugar do Natanael, António Oliveira tentou explicar o objetivo: “Marcelino entrou na posição onde estava o Bruno Gomes, na estruturação do espaço entre linhas, para dar largura com o Manga na esquerda. O Robson, é aquele que consegue afundar a última linha na esquerda e criar espaços para fazer aquele papel sujo, onde muitas vezes os espaços deixados são explorados pelo Rodrigo. O fluxo do jogo foi sempre o mesmo, pois minhas equipes nunca vão perder a cabeça. Não é colocando muitos atacantes que vamos marcar mais gols. Gosto das minhas equipes organizadas e equilibradas do princípio ao fim, foi isso que fizemos, estou satisfeito com a exibição, não com o resultado, muito menos com a eliminação. Escolhemos um caminho e vamos em frente, estamos no caminho certo”.
Sobre os protestos da torcida no final do jogo o treinador falou: “Respeitamos o torcedor que sempre tem a legitimidade de contestar da forma que ele entender. O campeonato paranaense não determina nunca o que vai ser nosso percurso dentro do brasileiro. O Athlético no ano passado chegou à final da Libertadores, e ganhou o paranaense? Mas é assim, tínhamos um objetivo, lutamos por ele, mas acabamos penalizados daquilo que fizemos no primeiro jogo, estamos satisfeitos pelo desempenho de hoje, evidentemente tristes pela eliminação”.
Ainda sobre a eliminação, que alguns torcedores consideram um vexame, o treinador Coxa-Branca mais uma vez enfatizou: “É normal o torcedor se manifestar, ele queria outro resultado, nós também. O que nos marca são os dois últimos jogos, pois até lá eram só elogios, mas isso faz parte do futebol, quando ganhamos vivemos no mundo da ilusão, quando se perde vivemos no mundo da frustração, temos que perceber que é uma equipe em reconstrução, as pessoas que não fiquem iludidas, pois durante seis anos subindo e descendo, lutar para não cair, não seria esse ano que o Coritiba seria o campeão de tudo, é uma equipe em reconstrução e eu sou um treinador de projetos, não um treinador de estar aqui por dois ou três meses, sei o que estou fazendo. Se deu certo nos outros onde passei, vai ter que dar aqui com certeza”.
Concluindo, o técnico Coxa falou se a pressão da torcida preocupa em relação ao jogo com o Criciúma: “A cobrança é importante e faz parte. Os resultados que esperavam não aconteceram, isso é normal e faz parte, nós respeitamos. Agora precisamos todos dar as mãos e remar todos para o mesmo lado. Perceber que escolhemos um caminho e todos abraçamos este caminho, não nos ajuda em nada que a equipe seja vaiada, apesar de fazer parte e nós respeitamos, mas nunca nos esqueçamos que a ilusão pode ser muito maior que a desilusão. Hoje criamos muito e não marcamos, mas faz parte, um dia vamos criar menos e marcar mais”, finalizou ele.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)