
Entrevista Coletiva
Por: Ricardo Honório
O técnico António Oliveira iniciou a coletiva fazendo um esclarecimento aos repórteres. Disse ele: “Antes de mais nada, não podemos confundir arrogância com opinião, respeito todas as perguntas, mas peço que respeitem também as minhas respostas. Não vamos confundir aquilo que é minha verdade com arrogância.”
Em relação a partida, António disse que foi um jogo estrategicamente muito bom do Coritiba e que o resultado foi justo pelo que as duas equipes fizeram: “Sempre estudo o adversário e adaptamos às circunstâncias da partida. Durante uns 70 minutos conseguimos neutralizar os pontos fortes do adversário. Tivemos nossas chances e conseguimos com que o adversário não entrasse na nossa área, que só teve chances com chutes de longa distância”, explicou o treinador.
Sobre a confusão generalizada que aconteceu no final da partida, o técnico Coxa teve uma postura de reprovação veemente do que aconteceu, dizendo que nada justifica isso, tem que haver rivalidade sim, mas uma rivalidade sadia e acrescentou: “O futebol é uma microssociedade e as atitudes ali depois refletem na sociedade onde nós vivemos”.
Salientou também que não imaginava que poderia terminar assim. “Minha função também é de educar. Eu mesmo às vezes não sou o melhor exemplo, apesar de não faltar com respeito com ninguém, é minha forma de agir. Não existe justificativa para a violência. Temos que promover um espetáculo saudável, para que possamos trazer as crianças no futebol, que seja um esporte familiar”, concluiu ele.
António Oliveira também reclamou do calendário de jogos do Coritiba, que segundo ele, parece que não foi feito para o Coxa. Um exemplo é que o time enfrenta adversários que dão trabalho e jogam tudo contra o Coritiba, depois em seguida jogam com o Athlético e vão “vazios”, sem oferecer resistência. Ainda sobre o tema, reclamou pelo time ter um dia a menos de descanso em relação ao adversário, e acrescentou: “Não procuro desculpas, procuro resultados, mas o calendário é muito injusto para o Coritiba”.
Questionado sobre como avaliou o time hoje, jogando com uma equipe de série A, o técnico Coxa-Branca ressaltou que de uma forma racional o Coritiba fez um grande jogo. “A equipe seguiu à risca o plano estratégico, enquanto teve pernas, tentamos pressionar os jogadores Fernandinho e Thiago Heleno que acionam os jogadores de frente e enquanto isso foi possível, conseguimos incomodar o adversário. Estou satisfeito com o desempenho e a competitividade dos jogadores”. Ainda fez questão de enfatizar que, enquanto a equipe teve pernas, teve atitude e uma postura competitiva.
Falando sobre mais uma boa atuação do Kaio Cesar, António Oliveira como sempre, disse que não gosta de individualizar, mas que para ele isso não é novidade, pois foi assim com o Joaquim do Cuiabá, o Antonio Silva do Benfica e completou: “Se eu ver que o jogador tem talento, vai jogar, pode ter até 15 anos”. Somente ressaltou que há que se ter cautela com ele, para que continue humilde e da forma que o trouxe até aqui, gostar de ouvir e querer aprender.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)