
AVALIAÇÃO
A história do clássico ParaTiba foi reescrita em pouco mais de 90 minutos. Novamente, o Coritiba perdeu uma grande oportunidade para avançar na tabela e, ao mesmo tempo, tirar da disputa o time tricolor. Apesar da sempre boa expectativa do torcedor, fiel torcedor coritibano, de uma vitória no clássico, a derrota contra o Paraná Clube trouxe novamente à tona os problemas técnicos e táticos do Verdão.
A cada jogo que passa, se torna mais nítido que algumas contratações não deram resultado (e dificilmente darão), como Ludemar, Wilton Goiano, Julinho. Outras, como Madureira, Iverton e Humberto, ficam distantes do banco de reservas. Diogo e Vinícius, nem no banco ficam. Estariam fazendo trabalhos específicos para então virem a jogar.
Artur, apesar de ser um goleiro técnico e tranqüilo, já sofreu três gols aparentemente defensáveis se fosse outro jogador (contra Toledo, União e o segundo gol sofrido no clássico). O camisa 1 do Cori se coloca mais adiantado do que a maioria dos goleiros. Apesar disto, o atleta tem crédito, pois foi o autor de belas apresentações pelo Coxa.
Dos onze jogadores que terminaram a partida no Pinheirão, os alas Julinho e Goiano e o atacante Ludemar cansaram a torcida Coxa-Branca. Até aqui, quase sempre titulares, eles não conseguiram ter atuações convincentes para garantirem a presença no time.
Os problemas técnicos do time coritibano são evidentes. Responsabilidade tanto de quem contrata, como de quem não demite.
Ficam as perguntas: qual a avaliação que os integrantes do Departamento de Futebol têm do elenco do Verdão? O que pensam os dirigentes do Clube sobre isto? E como o Conselho de Adminstração, em especial a Comissão de Futebol Profissional, está encarando o atual momento do futebol alviverde? Temos time para subir à Série A já em 2007?
Mais do que um time forte dentro de campo, com jogadores de qualidade técnica, o Coxa precisa ter um bom treinador, um profissional que tenha um perfil competitivo adequado à Série B. E Márcio Araújo dá nítidos sinais que não é este treinador.
Contra o Paraná Clube, o técnico Márcio Araújo (foto), fez confusão entre defender bem, para atacar bem, com só defender. No gramado, a confusão tornou-se um festival interminável de erros. E o placar da partida é prova disto.
O modelo tático adotado pelo comandante do Alviverde do Alto da Glória era temeroso. Tanto que antes do clássico, no dia 15, os administradores do site Coxan@utas fizeram uma matéria sobre o modelo tático com três zagueiros, que havia sido anunciado pelo treinador para o clássico ParaTiba.
A matéria abordava algumas concepções táticas adotadas no futebol mundial, chegando a um detalhamento sobre o momento atual do Cori. Num trecho, os Coxan@utas diziam:
"o técnico Márcio Araújo deve entender que para utilizar o sistema com três zagueiros, o elenco deve possuir peças (jogadores) adequadas para tanto, surgindo uma grande dúvida: será que os atuais laterais do Verdão Coxa-Branca possuem as características de alas? Pelo que demostraram em quase uma dúzia de jogos, não".
Encerrado um triste jogo na história do Cori, e não por falta de aviso, o Clube perde uma ótima oportunidade no disputado mercado futebolístico.
Até quarta-feira, antes do jogo contra o Icasa, em Juazeiro do Norte (CE), o Coritiba deve anunciar reforços. Que estas contratações, aliadas ao resultado do jogo do meio de semana, não sirvam como situações amenizadoras da real gravidade do futebol Coxa-Branca. Se isto ocorrer, os problemas não mudarão de lugar, continuarão lá, mesmo que temporariamente hibernando.
O Conselho de Administração do Clube precisa intensificar a fiscalização sobre os rumos do futebol Coxa. A Diretoria Executiva precisa avaliar os resultados do futebol profissional. O trio Zanchi, Frega e Hidalgo precisa mostrar para que veio. E Márcio Araújo e os jogadores, provar que valem o preço de seus salários.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)