
AVALIAÇÃO
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
Um clássico para se apagar da memória foi o AtleTiba deste dia 20 de janeiro. Fraco tecnicamente, o clássico acabou sendo vencido pelo adversário, que se aproveitou da fragilidade defensiva dos volantes e dos laterais para marcar seus gols. Do lado verde, de positivo, apenas a presença da torcida, apesar do horário atípico e do período de férias. Com a derrota por 2x0, o Coxa cai na tabela do Paranaense, ocupando agora apenas o 3º lugar, com 9 pontos em quatro jogos. Na próxima rodada, dia 23, o Cori joga fora, contra o Real Brasil, em São José dos Pinhais.
Primeiro tempo
O AtleTiba do dia 20 de janeiro de 2008 foi muito fraco tecnicamente. Ambos os times apresentam falhas nas laterais, na criação e na conclusão das jogadas. Para piorar, o Cori ainda sentiu a falta de dois bons volantes e de um centroavante de área, contra um adversário que joga com três zagueiros.
No elenco atual, o Verdão não dispõe de um atacante de força e o clássico deixa claro a necessidade de reforços. Do time que terminou o ano passado para o time que iniciou a temporada 2008, fica evidente a necessidade de reforços.
No aspecto técnico, apenas um jogador da nova safra aparece aos olhos da fiel torcida alviverde: o meia Renatinho, que aproveitou a oportunidade e jogou pra valer. Agora, Marlos - de promessa a banco de Renatinho -, terá que mostrar muito mais futebol para voltar à titularidade.
No plano tático, Dorival Jr. pouco pode fazer com um elenco fraco. Sem opções no time titular, o treinador viu as avenidas deixadas pelos laterais Gilberto Flores e Ricardinho. Este, muito mal na marcação, deixou as brechas no campo que foram utilizadas pelo time visitante para fazer o placar. Do lado direito, Gilberto Flores novamente foi mal, não sendo nem de longe o lateral que o Verdão precisará para a temporada.
Com Careca e Rodrigo Mancha, o time Coxa-Branca não conseguiu fechar os espaços entre os zagueiros e os laterais. Mancha mostrou valentia, mas Careca, num papel de jogar um pouco mais avançado, deixou muito a desejar, errando passes tidos como fáceis.
Na criação, Pedro Ken esteve muito marcado. Outro que recebeu marcação especial foi Keirrison, que praticamente não tocou na bola.
No primeiro tempo, o Coxa teve uma boa oportunidade, por volta dos 35 minutos. Renatinho bate a falta da direita, de pé trocado e acerta a cabeça de Careca, que conclui por sobre o travessão, numa boa chance coritibana.
O time da Baixada estava mais preocupado em não deixar o Verdão jogar. Seus avanços, em geral pelo lado direito do ataque, foram resultado de um mau posicionamento defensivo Coxa. Ricardinho cedia espaços, o volante da cobertura não conseguia evitar o lance e a bola cruzada à área do Alviverde virou rotina. Mesmo assim, o fraco desempenho ofensivo dos dois times não causou alvoroço às zagas, que levaram a melhor.
Segundo tempo
No tempo final, jogando para o lado de sua torcida, o Coritiba até que procurou mostrar mais ofensividade, mas a objetividade do time ficou aquém do mínimo necessário para levar perigo ao fraco goleiro do time visitante.
Numa falha gritante na marcação Coxa-Branca, o time visitante chegaria ao seu gol aos 20 do tempo final. Falta cobrada, Édson Bastos espalma a bola e ninguém marca o jogador do time da Baixada, que na área bate ao gol e abre o marcador.
Num emaranhado ofensivo, o Cori quase não arriscava ao gol. E quando arriscava, era muito impreciso.
No lado Verde e Branco, o único jogador que despontava era o jovem Renatinho. Hábil e lutador, o jovem meia criava boas tabelas, mas a conclusão coritibana era péssima.
Dorival Jr. tentou tirar 'leite de pedra', modificando o time: Henrique Dias, Marlos e Dinei entraram no jogo para as saídas de Hugo, Renatinho e Gilberto Flores.
A entrada de Henrique Dias trouxe mais velocidade ao time, mas não o suficiente. Ele tentou um arremate por volta dos 30 minutos, mas sem direção, perdendo uma boa oportunidade.
O time adversário fechou-se na defesa para jogar no contra-ataque. E foi assim que o time da Baixada chegou ao seu segundo gol: lance pela direita de seu ataque, cruzamento na pequena área e o volante reserva, que entrara no jogo no tempo final finaliza de cabeça, aos 47 minutos, decretando o placar final do clássico: 2x0 para eles.
O desempenho do Coxa no jogo serve para apontar as necessidades iminentes de reforços para o Coritiba. De positivo, a força da torcida Coxa-Branca: 26.446 pagantes (28.496 total), independentemente da chuva, do horário, do período de férias e do time fraco.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)