
PARANAENSE
O pior campeonato paranaense em média de público dos últimos anos faz aflorar problemas estruturais do futebol paranaense.
Erros e mais erros de arbitragem, jogos desinteressantes, confusões dentro e fora de campo, preços de ingressos acima do poder aquisitivo de grande parte dos torcedores, estádios sem conforto e segurança. Eis o reflexo do atual estágio do futebol paranaense, que há cinco anos o clássico AtleTiba não atrai mais de 40 mil torcedores.
O torcedor, distanciado, gradativamente vem se interessando por outras atividades de lazer e esportivas, substituindo os jogos de futebol. Ir aos estádios tem-se tornado um passatempo eventual, apesar da paixão continuar acessa: o consumo de informação relativa ao futebol continua em alta.
Projetos mirabolantes para arrecadar dinheiro para os clubes, e, é claro, para a Federação começam a aparecer. Quando se tratar de venda de ingressos, que nos jogos do Campeonato Paranaense fica com 10% da renda bruta dos jogos (nos jogos no Pinheirão, outras despesas são cobradas pela Federação). Em suma: se os clubes venderem mais jogos, bom para todo mundo, inclusive para a Federação.
Uma das idéias que está sendo encabeçada pela Federação é o das parcerias envolvendo a iniciativa privada. A idéia é buscar vender os 2/3 da capacidade dos estádios da capital, ultimamente ociosos devido ao pouco interesse dos torcedores.
A curtíssimo e curto prazo, uma idéia arrojada, que precisará contar com muita boa vontade das empresas para firmar parcerias que possibilitariam repasse de ingressos aos seus clientes, pois os dois principais times do Paraná (Coritiba e A.Paranaense) não tem uma quantidade de torcedores suficientes para serem caracterizados como times regionais (como no caso da dupla Grenal).
Ambos ainda são times de torcidas locais em Curitiba e Região Metropolitana, não tendo a necessária participação de legiões de torcedores em todo o Paraná para poder ampliar seu poder de negociação de suas marcas perante novos patrocinadores.
A questão é: haverá condições suficientes para a dupla AtleTiba sobreviver aos prejuízos do Campeonato Paranaense? Terão condição financeira ideal para montar times competitivos para o Brasileirão?
Surge outra possibilidade, a ser avaliada: a da volta da Copa Sul MG, só que desta vez administrada pelas Federações, e não por uma liga de clubes, como na última versão da competição. A idéia agradaria a maioria, já que dessa forma as Federações manteriam suas arrecadações sobre os percentuais das rendas. E os clubes com a ótima perspectiva de arrecadar mais, numa competição que motiva mais o torcedor a ir aos campos, bem como amplia o poder de negociação com as redes de televisão.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)