
PARANAENSE
A estréia do Coritiba no Campeonato Paranaense 2006 não agradou o torcedor: 1x1 contra o Toledo, numa partida com poucos destaques pelo lado Coxa-Branca: o goleiro Arthur, com algumas boas intervenções, o volante Iverton, que acertou duas bolas na trave, o meia esquerda Guaru, que jogou meio tempo e mostrou um bom toque de bola e o atacante Eanes, por ter marcado o gol coritibano.
Antes do jogo, a torcida Império Alviverde fez sua habitual festa na entrada em campo, com fogos de artifício e piscas-piscas. Nota para a participação da torcida durante o jogo, cantando o tempo todo.
Na primeira partida Coxa na temporada, um time aquém do esperado, apesar do pouco tempo de trabalhos em conjunto. Após a partida, o treinador Márcio Araújo falou à imprensa e procurou acalmar o torcedor e manter a tranqüilidade do time. Para o técnico do Alviverde, para uma semana de trabalhos dificultou os rendimentos do time. Já o zagueiro Anderson, o capitão do time, foi incisivo: "chega de justificativas, chegou a hora de fazer o mando valer", disse o zagueiro, nitidamente descontente com o resultado.
Dos novos contratados, apenas o goleiro Arthur e o volante Iverton iniciaram a partida. Atrasos no recebimento dos documentos de Marcio Giovaninni e Ludemar, que iniciariam a partida, obrigaram o treinador do Cori a optar por Rodrigo Mancha e Anderson Gomes como titulares na estréia.
Com a base do ano passado no time titular, Márcio Araújo optou por levar a campo os jogadores com quem ele trabalhara na temporada passada. Num esquema misto do 3x5x2, com Rodrigo Mancha jogando a frente dos zagueiros Anderson e Vagner, Peruíbe fez os trabalhos de combate, liberando mais Iverton, que demonstrou qualidades.
Rodrigo Batata compôs o meio de campo coritibano, mas pouco apresentou, tanto que deixou o campo no intervalo para a entrada de Guaru. Nas laterais, James apareceu mais do que Ricardinho, mas as jogadas pelos lados do campo pouco apareceram na partida, facilitando o trabalho da zaga do Toledo, que jogou bem postada atrás.
No ataque, Anderson Gomes e Eanes se esforçaram, mas não foi o bastante para abrir espaços na zaga do adversário. O primeiro tempo foi muito metódico, com um futebol caracterizado mais pela vontade do que pelo toque de bola.
No segundo tempo, com as mudanças no Cori (Wilton Goiano no lugar de James, Marcelinho no lugar de Vagner e Guaru, no lugar de Rodrigo Batata), o time alviverde jogou com maior mobilidade, especialmente com Eanes e Guaru, que mostrou qualidade no toque de bola e caprichou numa cobrança de falta.
Na etapa final, James cedeu lugar a Wilton Goiano. Marcelinho jogou mais pelo lado esquerdo, mas a forte marcação do Toledo impediu a maior parte dos avanços do Verdão, fechando os espaços.
No resumo do jogo: muita transpiração, pouca inspiração. Márcio Araújo terá bastante trabalho para arrumar o Cori. Mas a chegada de novos reforços para completar o time tido como titular trazem mais esperança para o torcedor, que ao final da partida reclamou do desempenho e do resultado Coxa-Branca.
O jogo
O Coritiba começou a partida de forma desentrosada, trocando passes de forma muito burocrática, facilitando o trabalho do time do Oeste.
Aos 14 minutos, o Coxa foi ao ataque. No rebote de uma cobrança de falta, a bola sobrou livre para Iverton, que perdeu boa chance para marcar, acertando o travessão.
Pelos 20 minutos de jogo, o Cori tentava o ataque ora com James, ora com Ricardinho, mas sem sucesso. A zaga do adversário estava bem postada, evitando maior perigo a meta do Toledo.
Sem poder utilizar da velocidade em campo, com Eanes e Anderson Gomes bem marcados, o Coritiba tornou-se um time previsível para ser marcado.
A partida não apresentava muitas opções ofensivas. Até que aos 40 minutos, Eanes iniciou uma jogada pelo lado esquerdo, após receber a bola de um lateral. O atacante do Alviverde entrou em alta velocidade pela grande área e chutou em diagonal para marcar o gol coritibano: Coxa 1x0.
Na segunda etapa, o time do Toledo chegou a igualdade no placar logo aos 2 minutos, depois de uma jogada pela lateral. O atacante Vagner ganhou da zaga Coxa-Branca e cabeceou bem para empatar a partida: 1x1.
Com o empate, a pressão em campo aumentou. Os jogadores do Coritiba sentiram a cobrança de uma parte da torcida. No ataque, as mudanças de Márcio Araújo, com a entrada de Guaru no lugar do apagado Rodrigo Batata possibilitou um melhor jogo ofensivo pelo lado Verde.
O estreante Guaru ganhou aplausos da torcida numa cobrança de falta, pelo lado direito do ataque coritibano. Guaru bateu com estilo, no ângulo esquerdo da meta do goleiro Colombo, que fez ótima defesa, evitando o gol do Coritiba.
Após os 20 minutos da etapa complementar, o Coxa ganhava ímpeto ofensivo, mas de forma desentrosada e ineficaz. As entradas de Wilton Goiano (no lugar de James) e Marcelinho (substituindo Vagner) não foram suficientes para furar o sólido esquema defensivo do Toledo.
O Cori passava a correr contra o tempo. Eanes tentava, sem sucesso, jogadas individuais. Wilton Goiano foi mais ao ataque.
Com quase trinta minutos de jogo na etapa complementar, o Toledo foi com perigo ao ataque. Por duas oportunidades, o goleiro Artur apareceu bem na partida, fazendo defesas com plasticidade.
Aos 33 minutos, Wilton Goiano fez um bom cruzamento e Iverton voltou a acertar a bola contra o travessão.
Na medida em que o tempo passava, o time Coxa-Branca tentava o ataque, mas sem a qualidade necessária. Correndo mais do que trocando passes, os jogadores coritibanos aparentavam certa dose de nervosismo.
Nos minutos finais, o time visitante teve uma última oportunidade, mas o goleiro Artur fez uma ótima defesa, numa bola chutada de fora da área, por cobertura.
O Toledo pressionou nos últimos minutos, e criou a última chance da partida. Aos 45 minutos, Rui bateu por cobertura, de fora da área, e obrigou Arthur a fazer a melhor defesa da partida.
Ao final da partida, os dirigentes do Coritiba foram apupados por um grupo de torcedores, que esperava-os próximos do túnel do Couto Pereira.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)