
PARANAENSE
O Coritiba perdeu por 3x0 o clássico ParaTiba disputado nesta tarde de domingo, no Pinheirão.
O Coxa entrou em campo no 5x3x2, já que Wilton Goiano e Julinho tiverem um desempenho fraco na primeira etapa. Com um time postado na defesa, para buscar o contra-ataque, o Verdão ficou suscetível aos avanços do adversário, que até antes do início da partida vinha de resultados fracos, distante da classificação para a próxima fase.
No primeiro tempo, o Cori teve apenas três chutes ao gol, duas delas com Henrique e Mancha chutando forte de fora da grande área. Outra única chance de gol saiu dos pés de Renan, no final da primeira etapa. O meia foi atá a linha de fundo, pelo lado direito, e cruzou rasteiro. Jackson chutou forte, em diagonal, para uma ótima defesa do goleiro tricolor.
O adversário dominou amplamente o primeiro tempo, com muitas chances de marcar. Sufocando o Coxa no seu campo de defesa, aproveitando o mau momento de ambos os laterais e dos três zagueiros. Henrique perdendo dois lances infantis, um deles originou a expulsão de Batatais (que no lance, saiu da esquerda para cobrir uma jogada na direita) e noutro, quase um gol do Paraná Clube e Índio levando um cartão amarelo.
O meio-campo coritibano não marcava, nem atacava. Inoperante no meio de campo, o Cori deixava isolado Jefferson no ataque, já que Eanes voltava para ajudar na marcação por pressão no campo de defesa.
Com a expulsão de Batatais, Márcio Araújo mudou o time, mantendo seu esquema tático. Sacou Jefferson (o que facilitou a vida do adversário, que avançou os zagueiros), para a entrada de Peruíbe e levando Mancha para compor a zaga.
Mancha foi jogar pela direita, trocando de lugar com Henrique, que foi à esquerda, ficando Índio na sobra.
Sem usar os lados do campo, já que Julinho e Goiano não avançavam, muito menos seguravam os avanços ofensivos do adversário, o Coritiba ficou refém no seu próprio campo de defesa. E o gol não demorou a sair. Aos 32, Marcelinho aproveita uma rápida cobrança de falta, ganha no corpo de Henrique, entra na área e marca o gol paranista, na saída de Artur.
Para o segundo tempo, o treinador Coxa-Branca mexeu no time, trocando Renan por Ludemar. Com isto, Eanes voltou à posição original de meio-campista.
Aos 7, da etapa final, novo lance errado da defesa coritibana: Julinho perde a bola na linha de fundo, Beto passa para Marcelinho, livre de marcação bater por cobertura, com Artur adiantado no lance. Era o segundo gol do clássico.
Dez minutos depois, o Paraná perdeu o zagueiro Gustavo, expulso depois de levar o segundo amarelo, numa falta feia no jogador do Verdão.
Em desvantagem, o Verdão tentava equilibrar as chances, mas em duas oportunidades, mas o goleiro do adversário apareceu bem.
Márcio Araújo mexe no time Coxa-Branca. O treinador coritibano troca Mancha por Guaru, deixando o time mais ofensivo e descaracterizando o esquema tático que ele tanto insistia desde o início do jogo.
Aos 22, novo gol do time tricolor. Em nova falha de marcação de Julinho, Henrique sai na cobertura, perde o lance e Leonardo recebe o cruzamento rasteiro pela esquerda, e quase caído, marca o terceiro gol paranista.
Faltando cinco minutos para o fim da partida, Ludemar, o ícone do Coritiba em campo, perde duas boas chances de descontar para o Verdão.
A atuação do time do Coritiba ficou muito aquém das tradições e das necessidades da sua torcida. Um festival de passes erradas, conclusões ineficazes, erros e mais erros.
Com mais uma derrota na competição, o Coxa perde mais um tabu, já que desde 2001 não era derrotado para o adversário em clássicos realizados no Campeonato Paranaense.
Uma partida para ser esquecida na história do Coritiba. Como disse o narrador Fernando César, da Rádio Banda B, foi o "clássico de um time só".
Agora resta à torcida Coxa esperar pela decisão da diretoria, comandada por Giovani Gionédis, em relação ao futebol profissional do Coritiba. Além do fraco desempenho técnico de muitos jogadores, a proposta tática do Cori é sofrível desde a primeira rodada do Campeonato Paranaense.
Foto: Marcello Schiavon
Nesta segunda-feira, a cobertura completa do clássico ParaTiba.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)