
AVALIAÇÃO
Por Marcelo Algauer de Almeida - COXAnautas
O Coritiba foi até Paranaguá nesta quarta-feira, 20, com a missão de garantir a segunda vitória consecutiva no Campeonato Paranaense, seguir na liderança e ir devolvendo a confiança para a sua imensa torcida. Com um jogo de altos e baixo, o Cori foi superior ao Rio Branco e venceu por 4x1 a partida que marcou o centésimo jogo de Edson Bastos defendendo a meta Alviverde.
Primeiro tempo
Em noite de muito calor, o jogo começa em velocidade e logo no primeiro minuto a defesa do Rio Branco saiu jogando errado. Ariel rouba e tabela com Rafinha que entra na área mas não finaliza com eficiência. Bola para fácil defesa do goleiro.
A equipe do litoral, por sua vez, toca a bola com qualidade dificultando o sistema defensivo do Coritiba, principalmente o volante Willian, que leva cartão amarelo após dura falta aos 2 minutos. O posicionamento tático das equipes ficou evidente após 5´de jogo, com o Rio Branco pressionando a saída de bola, adiantando seus meias e laterais, dificultando o toque de bola do Coritiba em seu campo defensivo, o que não ocorre quando a bola chega até os meias Rafinha e Renatinho, que possuem espaço para efetuar as ações ofensivas.
O Rio Branco continua pressionando, fazendo que os meias do Coritiba passem a marcar em seu campo defensivo, apenas com Ariel isolado no campo de ataque. O Coxa sente dificuldade no toque de bola e passa a errar muitos passes, proporcionando o veloz contra ataque ao Rio Branco, principalmente pelo lado direito, em cima do lateral esquerdo Luciano Amaral.
A partir dos 15´, o Rio Branco libera seus dois laterais ao ataque juntamente com os meias, para criar uma superioridade numérica pelas laterais do campo, enquanto os dois atacantes passam a ficar em situação de 1 contra 1 em cima dos zagueiros Jeci e Pereira. Essa postura sobrecarrega os volantes do Coritiba, que abusam das faltas no meio de campo.
O time parnaguara passa a transformar a superioridade tática em situações de gol e aos 16 minutos Edson Bastos faz excelente defesa em forte chute de fora da área, em cobrança de falta. Novamente pelo lado esquerdo, aos 18´, o Rio Branco finaliza novamente com muito perigo.
O Coritiba segue muito lento, aceitando passivamente o toque de bola do adversário, criando raríssimas situações de gol,principalmente em bola parada, como aos 24´, quando Pereira cabeceia sozinho após cruzamento de Marcos Aurélio, mas infelizmente a bola não entra.
A postura defensiva era evidente, os atacantes e meias eram obrigados a recuar para marcar em seu campo defensivo, tanto que aos 29´, Ariel recebe cartão amarelo após dura falta no zagueiro adversário que encontrava-se no meio de campo. Os espaços deixados pelo Coritiba, facilitam as triangulações pelo meio da defesa, aos 30´, o Rio Branco quase marca seu gol dessa maneira, o que só não ocorreu pela dividida do zagueiro Jeci no momento da finalização. Novamente pelo meio, aos 33´, o ataque do Rio Branco triangula com facilidade, Pereira fica sentado dentro da grande área, mas a finalização não foi eficiente.
A defesa demonstra novamente instabilidade, abusando das faltas, os laterais Luciano Amaral e Rodrigo Hefnner, aventuram-se ao campo de ataque, mas como possuem características defensivas, são facilmente desarmados pela defesa adversária, proporcionando perigosos contra ataques, como aos 39´, onde Edson Bastos faz difícil defesa.
Aos 43´, Rafinha recebe em posição de impedimento, entra na área sendo derrubado visivelmente pelo zagueiro do Rio Branco. Mas o árbitro resolve não marcar a infração. Quando o jogo aparentava ficar em igualdade na primeira etapa, Renatinho marca aos 44´, após confusão dentro da área do Rio Branco, decretando o primeiro gol da partida. Dois minutos depois o árbitro apitou o final do primeiro tempo.
Segundo tempo
O Coritiba retornou à campo com duas alterações: Luciano Amaral deixou a partida para entrada de Enrico, enquanto Willian sai para a entrada do zagueiro Dirceu. As alterações, mudam taticamente a equipe do Coritiba, que deixa de atuar no sistema 4x4x2 e passa para o 3x5x2, com apenas 1 volante de marcação e com Renatinho na ala esquerda, jogando de forma ofensiva.
Logo a 1´, Leandro Donizete leva cartão amarelo, após falta no meio campo Ratinho. Passados dois minutos Ariel sofre falta próximo da entrada da área, Enrico cobra com força, a bola desvia na barreira e vai para a linha de fundo. Na cobrança de escanteio, a defesa rebate, Marcos Aurélio chuta, Pereira desvia no meio da trajetória, decretando o segundo gol do Coritiba na partida.
O placar de 2x0 já era resultado das alterações realizadas por Ney Franco, que equilibrou o sistema defensivo, e ao apoio do ala Renatinho, que dificultou as ações ofensivas do lateral direito adversário, uma das principais “armas” do Rio Branco durante o primeiro tempo. O meia Enrico, mostrou-se mais marcador do que Renatinho no meio de campo, o que facilitou a compactação da meia cancha, determinando amplo domínio nesse setor.
O Coritiba, muito superior nesse momento da partida, marca novamente aos 10’, Rafinha chuta de longe, a bola sem muita força entra ao lado esquerdo do goleiro, que teve dificuldades devido ao grande número de atletas a sua frente.
O placar dilatado fez o Coritiba relaxar, aos 12´, o Rio Branco perde gol incrível em bola parada, imediatamente Ney Franco faz a última alteração, sai Leandro Donizete para a estréia de Marcos Paulo.
Após 15 minutos, o Coritiba apresenta-se bem postado defensivamente, apesar de ainda abusar das faltas próximas da grande área, sempre causando perigo ao gol de Edson Bastos. O equilíbrio defensivo, facilita a saída de bola em velocidade nos contra ataques, que infelizmente não são aproveitados pelos atacantes.
Aos 16´, após nova falta próxima da área, Edson Bastos faz difícil defesa, no rebote Marcos Túlio marca o primeiro gol do Rio Branco. O Coritiba se desestabiliza com o gol, volta a atuar extremamente recuado proporcionando novamente espaços para o toque de bola do adversário em seu campo de defesa, não consegue mais “encaixar” contra ataques em velocidade, principalmente pela ausência de Leandro Donizete, já que Marcos Paulo não tem a mesma qualidade de passe na saída de bola, na marcação continua abusando nas faltas.
O Coritiba poderia ter levado o segundo gol aos 16´, em bola parada, a bola é desviada após cruzamento, Edson Bastos faz defesa milagrosa. Nitidamente, o Coritiba possue enorme deficiência no jogo aéreo, fato que necessita ser corrigido por Ney Franco nessa temporada.
Somente aos 25´, o Coritiba volta a atacar com eficiência, Marcos Aurélio finaliza para fora após boa jogada de Renatinho. Rafinha, aos 27´, recebe um lindo lançamento, vai em direção ao goleiro sem marcação, indeciso, perde aquele que poderia ser o quarto gol do Coxa na partida.
O Rio Branco responde aos 30´, volta a pressionar o Coritiba, que limita-se a marcar, nesse momento Enrico passa a atuar na lateral esquerda com Renatinho retornando a função de meio campo. Aos 32´, Rafinha desvia cruzamento pela esquerda, a bola caprichosamente bate no travessão e sai pela linha de fundo.
A partir dos 35´, a equipe local apresenta sinais de cansaço, apesar de atacar com mais eficiência, já não causa tanto perigo a meta de Edson Bastos. O Coritiba volta a ter espaços no contra ataque, mas o individualismo dos meias e atacantes faz que as situações sejam desperdiçadas a todo momento.
O Rio Branco volta a incomodar aos 37´, em bola parada em direção ao gol, Edson Bastos faz boa defesa. Quando a partida chegava ao seu final, aos 45´, Rafinha faz linda jogada individual, deixando Ariel de cara para o gol, onde teve apenas que finalizar e decretar o placar final da partida. O Coritiba, apesar dos altos e baixos, foi superior e colocou em prática o peso da camisa para vencer o time de Paranaguá. Agora, líder do campeonato e com 100% de aproveitamento, o Verdão enfrentará o Engenheiro Beltrão, fora de casa no próximo domingo, 24, para manter a superioridade no Estado.
Destaque Positivo: Edson Bastos. Pela segurança e eficiência em suas defesas, Rafinha pela habilidade e inteligência no meio de campo e Ney Franco, que acertou quando alterou o sistema para 3-5-2 e passou a atacar mais o adversário.
Destaque Negativo: Luciano Amaral. É a segunda vez consecutiva que faz uma apresentação ruim, o que não condiz com a grandeza da lateral esquerda do Coritiba.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)