
PARANAENSE
A vitória do Coritiba por 2x1 no clássico AtleTiba foi a principal tônica dos cadernos esportivos desta segunda-feira nos principais jornais paranaenses.
Confira alguns trechos das análises dos comentaristas esportivos Luiz Augusto Xavier, Vinícius Coelho e Carneiro Neto:
“Meio caminho andado. O Coritiba poderia até ter garantido um placar mais folgado, para garantir-se de vez. Oportunidades não faltaram, tal a forma como o Atlético se encolheu e ofereceu espaços para serem explorados. Não fosse pelas ótimas defesas do goleiro Diego e a situação da final já poderia ter sido considerada irreversível. A vitória coxa no Atletiba de sábado já representa um passo importante na busca do bicampeonato, embora diferença de apenas um gol não seja garantia nenhuma de sucesso na somatória dos dois jogos. Mas é um primeiro e importante passo.
A diferença entre os grandes rivais nessa primeira partida é que o Coritiba entrou em campo disposto a decidir e quebrar a vantagem do adversário, enquanto o Atlético apresentou-se exageradamente encolhido para uma equipe do porte que possui. Um foi para o jogo disposto a ganhar. O outro, encolhido, apenas decidido a não perder.”. Luiz Fernando Xavier, Tribuna do Paraná de 12.04.2004.
“Vitória premiou o melhor.Que não se diga que somente as bobagens do Mário Sérgio determinaram a perda da decantada invencibilidade atleticana. Em primeiro lugar houve a vitória coritibana, ou seja, a atuação alviverde em nível bem superior desde o apito que iniciou a partida. O time do Lopes entrou pra cima do adversário, buscando o gol, fazendo um anulado logo aos seis minutos e dando trabalho. Com o correr dos minutos é que foi se sentindo o esquema imposto pelo treinador atleticano, que começava já com a não escalação do artilheiro Washington para que jogasse o Dagoberto, visivelmente em má fase.
O mais grave é que o time entrou decidido a jogar para defender o empate de 0 x 0. Cinco zagueiros, com uma enfiada do Marcão pela meia, estranhíssima, para um jogador sem o cacoete de armador. Enquanto isso, o Coritiba era muito mais compacto, determinado, incomodando mesmo sem o Tuta lá na frente, o que teria imposto ao Atlético um prejuízo maior, se estivesse presente. Na verdade, principalmente no primeiro tempo, o Coritiba poderia ter conseguido uma vantagem bem mais larga do que o 1 x 0, o que praticamente decidiria o título já no primeiro jogo.”. Vinícius Coelho, Tribuna do Paraná de 12.04.2004.
“O Coritiba conseguiu quebrar um tabu de 32 anos – não vencia o Atlético no tempo normal em jogos decisivos desde 1972 – e a invencibilidade rubro-negra no campeonato, revertendo a vantagem e podendo jogar pelo empate para sagrar-se bicampeão no próximo domingo.
Contando com bom trabalho dos alas Jucemar e Adriano e com boa movimentação dos meias, com destaque para Rodrigo Batatinha, o time de Antônio Lopes tomou conta do gramado, prensou o adversário e ainda teve a ajuda do jogador Vânderson que, inexplicavelmente, desferiu uma cotovelada em Batatinha e foi expulso de campo na metade do primeiro tempo.
Aristizábal e Luiz Mário deixaram as suas marcas nas redes atleticanas mesmo visivelmente abaixo de suas condições físicas ideais. E no próximo jogo o goleador Tuta estará presente para ajudar o time coxa-branca.
A torcida coxa-branca vibrou com o triunfo, sentindo o gostinho do bicampeonato em um Atletiba emocionante que teve excelente arbitragem de Héber Roberto Lopes.”. Carneiro Neto, Gazeta do Povo de 12.04.2004.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)