
AVALIAÇÃO
Dentro do gramado, Coritiba e P. Clube enfrentaram-se de igual para igual e acabaram encerrando a partida com dois gols para cada lado. As diferenças vieram da arquibancada e do modo de jogo. Enquanto a torcida Alviverde fazia coro e seu time movimentava-se com precisão no meio de campo, os torcedores do time da Vila, em visível minoria, observavam sua equipe manter boa formação defensiva.
Na próxima rodada, o Coritiba vai a Cascavel para enfrentar o time da casa, às 16h. E, no meio da semana, quarta-feira, o Cori vai a Ji-Paraná, para enfrentar o Ulbra em jogo válido pela Copa do Brasil 2007.
Primeiro tempo
Logo de início foi perceptível a falta de Rodrigo Mancha em campo, pois o setor defensivo do Cori falhou freqüentemente e levou o esquema tático que Macuglia havia planejado por água abaixo.
Henrique e Leandro bateram cabeça e revezaram o lado de marcação; Anderson Lima subiu ao ataque algumas vezes e deixou espaços, porém, na lateral esquerda, Douglas Silva sequer apareceu.
Na meia-cancha, Pedro Ken teve seu rendimento prejudicado pois, além de criar jogadas, teve que auxiliar na marcação. Marlos, por sua vez, foi anulado na maior parte do tempo pela forte marcação do adversário e, quando pôde participar, perdeu várias bolas por não manter a rapidez nos passes. Os volantes Juninho e Geraldo mais atrapalharam do que ajudaram. Tentaram cumprir seus papéis, mas, fora de suas posições de ofício, não tiveram sucesso.
Keirrison e Eanes também foram prejudicados pela total falta de organização da equipe. Em vez de atacar, foram incumbidos de defender.
O P. Clube, aproveitando-se desta fragilidade, movimentou-se com velocidade, principalmente pelas laterais do campo. Porém, em uma jogada de falha defensiva do Cori, Vinícius Pacheco recebeu e chutou de longa distância, para abrir o placar.
Após o gol, o adversário diminuiu o ritmo de jogo e os atletas Coxas-Brancas ficaram abalados. Passes errados, marcação atrasada e posicionamento errado marcaram os minutos seguintes.
Mesmo em partida mais lenta, Geraldo lançou no meio para Eanes, que bateu na bola e contou com o desvio do zagueiro paranista. Coritiba 1x1 P. Clube. Um minuto depois, Egídio correu pelo meio e balançou a rede novamente, estragando a felicidade da nação Coxa.
Segundo tempo
No intervalo, Guilherme Macuglia optou por deixar o time mais avançado, colocando Caíco no lugar de Geraldo. A alteração surtiu efeito, pois a equipe do técnico Alviverde atacou mais e teve a qualidade do passe melhorada.
Para garantir a vantagem no placar, Zetti preferiu adicionar um volante ao seu time. Porém, Macuglia fez ainda duas alterações: saíram Eanes e Marlos, e entraram Edmilson e Anderson Gomes, respectivamente.
Avante, o Coritiba fez pressão na área paranista. Anderson Gomes jogou com vontade e deu velocidade ao meio de campo; Edmilson, entretanto, não fez por merecer sua entrada.
A partir dos 30 minutos, o domínio coritibano aumentou. Faltas e escanteios marcaram as chances de perigo à meta do goleiro Flávio. Mas, em jogada espetacular, o artilheiro Keirrison girou e fuzilou com a perna canhota, acertando o ângulo direito do gol adversário, sem chance de defesa.
Nos últimos minutos, as duas equipes tentaram conquistar a vitória, mas a homogeneidade continuou, deixando o marcador em 2x2.
Torcida vibrante
Embora quisesse ver seu time vencer mais uma vez, a torcida Coxa-Branca não deixou de fazer a natural festa no grito. Vibrou e apoiou durante os 90 minutos. A bronca ficou com o técnico Macuglia, chamado de burro ao tirar Eanes e pôr Edmilson em seu lugar.
A nação Alviverde sabe que a vitória escapou por teimosia. Desde o início os torcedores faziam coro contra a dupla de volantes. O comandante coritibano contrariou, e teve a prova de seu fracasso. Com sorte, deu tempo de diminuir o estrago.
Agora, fica a lição.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)