
PARANAENSE
Apesar de o mando de campo ser do adversário, a maioria esmagadora nas arquibancadas foi Coxa-Branca. Contudo, mais uma vez, a atuação do time não foi condizente com aquilo que a torcida vem fazendo nos estádios.
Com a derrota o Cori precisará vencer o J. Malucelli no próximo jogo, no Couto Pereira, por uma diferença de dois gols. Caso a vitória seja por apenas um gol de diferença a vaga na semifinal será decidida nos pênaltis. Qualquer empate eliminará o Alviverde.
O jogo foi decidido no segundo tempo, quando as falhas de posicionamento da defesa do Verdão propiciaram ao adversário a conquista de dois gols com certa facilidade. O gol coritibano também nasceu de uma falha, esta gritante do goleiro adversário, que saiu mal em um lance e deixou Guaru em condições de marcar.
Confira como foi o jogo:
Primeiro tempo
O time Coxa começou trocando bons passes e dominando o meio-campo. Este domínio levou à criação de um lance de perigo. A bola foi lançada para Renan dentro da área, mas o goleiro saiu bem e desviou para escanteio.
O adversário se encontrou em campo e encaixou bem a marcação e isso anulou o setor de criação do Alviverde. Mas isto não chegava a fazer com que o adversário dominasse totalmente o jogo. Neste momento, a partida estava com um baixo nível técnico, com muitas faltas violentas e muitas bolas lançadas à frente.
O primeiro lance de perigo para o gol de Artur aconteceu após um lance na área. André Nunes (jogador do Coritiba, que está emprestado ao J. Malucelli) dominou no peito e de virada chutou forte, a bola bateu na rede pelo lado de fora, para o alívio da torcida nas arquibancadas do estádio da Federação.
O adversário estava melhor e chegava com perigo. Em uma jogada pela direita o atacante entrou na área e chutou forte, Artur fez uma grande defesa, colocando a bola para escanteio. Após a cobrança a bola sobrou na entrada da pequena área e o arremate a gol foi feito com muita força, novamente Artur, bem colocado, faz um milagre.
A resposta do Verdão não veio em grande estilo, mas sim em um chute fraco de muito longe, de Jackson. Porém, no lance seguinte do Cori quase abriu o placar. Ludemar foi lançado pela esquerda, se livrou da marcação, entrou na pequena área e na saída do goleiro tocou bem, para trás, para Renan, que no momento do chute foi travado pelo zagueiro, com a bola saiu pela linha de fundo.
No final do primeiro tempo o adversário tentou o gol em um chute muito forte de seu lateral-direito, que parou em outra bela defesa de Artur (foto). Fim da primeira etapa, 0 x 0 no placar e insatisfação total nas arquibancadas. A torcida só poupou das vaias o goleiro Artur.
Segundo tempo
Na volta, esperava-se que o técnico Estevam Soares fizesse, pelo menos, uma substituição, face a péssima atuação esmeraldina no primeiro tempo. Conforme explicou em entrevista às emissoras de rádio, Estevam preferiu dar um tempo para ver se o time acordava para o jogo. Mas nos 49 minutos finais, o que se viu é que a estratégia não deu certo. Muito pelo contrário...
A princípio, pareceu que a bronca no vestiário havia surtido efeito, já que em dois lances o Cori quase chegou ao gol e tudo isso com menos de três minutos de jogo. No primeiro lance, uma ótima troca de passes entre Renan, Guaru e Ludemar, a bola foi tocada para o centroavante, que entrou pela esquerda e chutou muito forte para uma ótima defesa do goleiro.
O segundo lance também nasceu dos pés de Ludemar, que deu um ótimo passe para Guaru nas costas da zaga, mas o camisa dez se afobou no lance e nem dominou, nem chutou e a bola saiu para linha de fundo.
A recuperação Coxa ficou apenas nisso. O adversário começou a ocupar os espaços e o gol não demorou a surgir. A bola foi cruzada na área e o atacante apareceu sozinho, sem muito trabalho, apenas completou para o gol. No mesmo momento Estevam fez duas alterações no time: saíram James e Julinho e entraram Wilton Goiano e Diogo, que estreou com a camisa do Verdão.
Após o gol a impaciência da torcida, que antes do gol já era grande, aumentou muito e passou a se tornar irritação e revolta, com tudo e com todos. Como a torcida é a alma e o coração do time, os onze dentro de campo ficaram mais perdidos ainda e o segundo gol do adversário era apenas questão de tempo e não demorou.
Em um lance muito parecido com a jogada do primeiro gol, apenas mudando da direita para a esquerda, a bola foi cruzada na área e novamente a zaga apenas olhou a conclusão no canto, sem defesa para Artur.
A ira da torcida Coxa tomou conta de vez das arquibancadas, muitas vaias e xingamentos eram ouvido, as torcidas organizadas viraram suas faixas de ponta-cabeça e alguns torcedores vestiram a camisa do lado avesso.
Em campo, o time aos poucos ia tentando salvar a atuação. Julio Madureira, que entrou no lugar de Renan, mostrou muita personalidade e partiu para cima dos adversários, criando boa jogada e dando uma movimentação ao ataque do Cori.
O resultado de 2x0 seria desastroso para o Verdão, pois a reversão deste quadro seria bem mais difícil no segundo jogo. Veio então o gol que diminui um pouco as dificuldades do jogo de volta. Jackson fez um cruzamento alto na área e o goleiro adversário, que, aliás, é muito apegado em fazer cera, saiu muito mal no lance e a bola sobrou para Guaru que entrou rápido, chutando forte para o fundo da rede. Gol Coxa!
O Cori tentou nos últimos minutos buscar o empate, mas faltou eficiência ao ataque. Não teve mesmo como evitar a derrota. Contudo, analisada a atuação como um todo e o regulamento da competição, conclui-se que o desastre poderia ter sido muito maior.
O próximo jogo do Cori será na quarta-feira (15), em partida valida pela segunda fase da Copa do Brasil. O Verdão vai até Recife enfrentar o Náutico, às 21h45, com transmissão ao vivo pela RPC.
Uma vitória neste jogo pode significar a injeção de ânimo necessária para que no domingo o Alviverde elimine o J. Malucelli e prossiga vivo na disputa do título estadual, além de proporcionar uma tranqüilidade na seqüência da Copa do Brasil. Porém, uma derrota pode deixar mais desestabilizado ainda o ambiente.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)