
PÓS-JOGO
Embora tenha entrado em campo com três zagueiros e dois volantes, o Cori cometeu erros de marcação e cedeu espaços suficientes para que a equipe do Rio Branco pudesse virar a partida e encerrar o placar em 2x1
Até então, com a liminar a favor Toledo suspensa, a próxima partida do Verdão, válida pela segunda rodada do Campeonato Paranaense – Série Ouro, será realizada fora de casa, na quarta-feira, contra o Engenheiro Beltrão.
Primeiro tempo
O esquema armado por Gilberto Pereira (3-5-2) prometia fornecer certa tranqüilidade em se tratando de defesa. Esperava-se, portanto, que o time Coxa conseguisse segurar a pressão imposta pela equipe de Paranaguá logo no início. No entanto, a dificuldade do sistema defensivo Alviverde foi visível. Em pouco tempo a dificuldade passou a se transformar em erros constantes.
Aos 10 minutos, a primeira oportunidade do Cori, com Marlos, que recebeu um bom lançamento e entrou livre, mas o goleiro do time do litoral evitou o lance.
Apesar de recuado, o Coritiba investiu na velocidade dos contra-ataques de Marlos, pela ponta esquerda, ao lado do estreante Marcos Mendes e do atacante Anderson Gomes. Foi em uma dessas triangulações que surgiu o gol, aos 21 minutos: de pé em pé a bola passou de Marcos Mendes a Marlos, que a conduziu e cruzou rasteiro, para finalmente chegar a Anderson Gomes, que finalizou, de pé esquerdo, no canto esquerdo do goleiro do Leão da Estradinha.
Não demorou muito para que uma das tentativas do Rio Branco se concretizasse, dez minutos após a abertura do placar, Cleomir cobrou escanteio e, em falha de marcação do capitão Leandro, Lúcio Flávio cabeceou certeiramente no canto esquerdo do arqueiro Coxa-Branca. Com o empate firmado, a partida tornou-se apática e as equipes ficaram à espera do término do primeiro tempo.
Segundo tempo
Para o tempo final, o treinador Gilberto Pereira mudou o time, sacando Carlão, apagado em campo, para a entrada do meia Guilherme, que nada fez na partida.
O treinador do Cori queria aproveitar a marcação individual sobre Marlos, que atuava mais próximo da linha lateral do que do centro do campo. Apesar da mudança tática, o panorama do Coxa piorou, pois o técnico coritibano fez com que o volante canhoto Marcos Mendes jogasse de ala-esquerdo, facilitando os avanços do time de Paranaguá. Além de perder um jogador especialista na marcação, o time Coxa-Branca não avançava pelo lado esquerdo do gramado.
Em busca da retomada da dianteira no placar, o comandante do Alviverde pediu aos seus atletas para que abrissem o jogo pelas laterais, com China e Marlos. Para fazer esta distribuição, Gilberto optou pela entrada do meia Guilherme no lugar do lateral Carlão que, apesar de se manter recuado para amenizar a força de ataque adversária, falhou e permitiu a articulação de contínuas jogadas em suas costas.
Com esta alteração, o volante Marcos Mendes teve que se fixar à frente do trio de zaga para que a liberação dos alas fosse possível. A inconstância do ataque Coxa deu lugar aos matadores do Leão da Estradinha que, aos nove minutos, virou o marcador com gol de Roberto, após passe de Lúcio Flávio.
Com um a mais em campo, o Coritiba aumentou sua presença ofensiva, mas, desta vez, deu lugar às más finalizações, resultando em diversas chances reais de gol desperdiçadas. O técnico Coxa decidiu, então, incluir mais um atacante, substituindo Túlio por Rafael Santiago, além de tirar China para pôr Lei.
Com um futebol fraco ofensivamente, o Alviverde não esboçou muito perigo aos defensores do Leão da Estradinha. Sem contar com a aproximação dos alas, que não eram jogadores de origem e com Marlos muito marcado, o futebol do Verdão foi muito previsível taticamente, facilitando a marcação do Rio Branco.
Com a vantagem numérica, o Alviverde tentou o empate, mas o meia Guilherme não aproveitou uma boa oportunidade para fazer o segundo gol coritibano, chutando para fora a oportunidade.
No fim de jogo, a pressão mudou de lado. Escanteios, faltas e chutes de longa distância demonstraram a vontade do Glorioso de conseguir, ao menos, o empate. Todavia, como vontade não é tudo, em última jogada Hugo driblou o zagueiro, o goleiro, e, em vez de finalizar, tentou driblar mais uma vez e acabou por encerrar a jogada perdendo a bola, deixando a vitória, por 2x1, para o Rio Branco.
Para a torcida, o jogo ficou longe do esperado. Após tanto tempo longe do Coritiba, a nação Alviverde voltou a criticar o Presidente Gionédis e saiu, mais uma vez, triste com o desperdício de gols e a fraca atuação em um Campeonato de pouca qualidade técnica. O Alviverde iniciou, mais uma vez, a competição com o pé esquerdo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)