
POLÊMICA
Após a polêmica decisão do STJD - Superior Tribunal de Justiça Desportiva - que impôs a aplicação literal do artigo nono do regulamento do Paranaense, garantindo o chamado supermando ao primeiro colocado - que terá o direito de disputar todos os jogos da fase final do campeonato em seu estádio -, o Coritiba quer reverter a situação dentro do campo.
Pelo menos é o que pensa o presidente do Coxa, Jair Cirino (foto). Em entrevista aos jornais da capital, ele lamenta o rumo de desigualdade que o campeonato tomou, mas não se resignou com a decisão. “Nós procuramos estabelecer uma relação de igualdade entre as equipes e os coirmãos. Isso para esse ano não foi possível e nós vamos agora reverter no gramado uma eventual situação desfavorável que o Coritiba tenha em relação ao A. Paranaense, que terá um mando de jogo a mais”, afirmou ao jornalista Rodrigo Sell.
O presidente também fez questão de esclarecer que não vai recorrer ao tapetão, como fez o A. Paranaense. “Eu não vou questionar a justiça ou não da decisão. O Coritiba vai acatar essa decisão e vai entrar em campo para procurar reverter uma pequena desvantagem que terá em relação ao A. Paranaense”, garantiu o mandatário alviverde, que fez questão de afirmar que não estava criticando a diretoria do rival.
O advogado do clube, Gustavo Nadalin, endossou as palavras do presidente, aproveitando para provocar o rival. “O Coritiba não foi prejudicado. Tanto uma fórmula quanto a outra nós iríamos adotar. A grande diferença é que agora jogamos o Atletiba na Arena. Mas dos últimos três títulos (disputados no estádio), dois nós ganhamos lá. Então não tem problema nenhum”, afirmou ao jornalista Thiago Araújo.
2010
A decisão também gerou polêmica devido ao fato de o estatuto do torcedor exigir que a mesma fórmula do campeonato não pode ser mudada de um ano pro outro, com eventuais alterações não podendo ser aplicadas já no ano seguinte.
O Procurador-Geral do STJD, Paulo Schmitt, torcedor declarado do A. Paranaense e que já tinha adiantado seu parecer favorável ao time da Baixada em rede nacional de televisão, mostrou uma posição, no mínimo, curiosa.
Se durante o julgamento do recurso do A. Paranaense no STJD ele defendeu o estrito legalismo, com a aplicação literal do artigo nono do regulamento do Paranaense, ao falar no Estatuto do Torcedor, lei federal, o procurador/torcedor falou que pode-se “passar por cima” dessa legislação para reverter a repetição do erro em 2010. “É sempre possível corrigir erros, inclusive passando por cima do Estatuto do Torcedor. Se houver a consciência e o entendimento de todos neste sentido, poderemos analisar isto, é algo que o STJD já fez no passado”, disse em entrevista reproduzida em um portal nacional de notícias esportivas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)