
PRÉ-JOGO
Após mais de um ano sem se enfrentarem com suas equipes principais, Coritiba e A. Paranaense entram em campo hoje, às 17h, na Baixada, para a realização de mais um AtleTiba. O jogo é válido pela 9ª rodada do Campeonato Paranaense e servirá como mola propulsora para exaltar os ânimos das torcidas, dos jogadores e de suas comissões técnicas.
Os preparativos antecederam o dia do clássico. De um lado, o time da Baixada prepara o lançamento do “Funk do furacão” para estremecer as caixas de som do estádio e deixa de lado a equipe B que estava atuando na competição para dar espaço à principal. Do outro, o elenco Coxa-Branca tenta controlar a ansiedade de seus jovens atletas, que nunca jogaram contra o time principal do arqui-rival, e pensa apenas na vitória.
Como de costume, as naturais desavenças e provocações também já tiveram início. A torcida Alviverde faz reclamações sobre a carga de ingressos destinada a ela. De acordo com a lei, a carga deveria ser de 10% da capacidade total do estádio, portanto, 2.500. No entanto, a diretoria do A. Paranaense disponibilizou apenas a porcentagem referente à quantidade de ingressos por eles fornecida à torcida rubro-negra: 1.200.
O Coritiba atenta também para o famoso “apito amigo”, já que contra o Galo/Adap a equipe foi prejudicada pela falha arbitragem de Ito Rannov. Desta vez, em se tratando da proporção que um clássico assume perante toda a comunidade futebolística e da premissa básica do esporte, o mínimo que se espera é que Heber Roberto Lopes, árbitro da FIFA, seja imparcial e permita que o resultado seja baseado no futebol apresentado, não no apito.
Descer para subir
Ainda em fase de entrosamento e aquisição de experiência, o elenco Alviverde, formado em sua maioria por jogadores jovens vindos das categorias de base do Clube, aposta na qualidade técnica e na vontade dos ”piás do Couto”.
O emocional dos atletas foi trabalhado de modo crucial durante esta semana, pois, à exceção de Edmilson, este será o primeiro AtleTiba que enfrentarão. Ávida por uma vitória, a torcida faz forte cobrança por um resultado positivo no confronto a ser realizado em território adversário.
Visando satisfazer a nação Coxa-Branca e conquistar três pontos para subir na classificação, Guilherme Macuglia, técnico do Cori, é objetivo e audaz: escala a equipe no 4-4-2, com apenas dois zagueiros, dois atacantes de ofício e um meia-ofensivo.
No campo defensivo, em auxílio ao goleiro Marcelo Bonan, Leandro e o capitão Henrique formarão a dupla de zaga, sendo que este deverá trabalhar em dobro e estar atento para cobrir os espaços deixados pelas subidas de Túlio ao ataque. Pelas laterais, Daniel Cruz deverá permanecer recuado no canto esquerdo, permitindo, então, que Rodrigo Mancha se desloque com maior freqüência para o meio de campo a fim de dar movimentação a este lado do gramado, deixando para Juninho a função de fazer cobertura de Daniel.
Já na ala-direita o volante Túlio será improvisado para suprir a falta de China, suspenso. Com características mais velozes e pró-ativas, o volante dará maior poder de criação ao time e poderá triangular com Keirrison, Marlos e Pedro Ken. O miolo do meio-campo será formado por pratas-da-casa de muita vontade e qualidade. O camisa dez, Marlos, se deslocará pelos lados do campo, utilizando suas habilidades em drible. Pedro Ken, retornando como titular após cumprir suspensão, provavelmente fará a ligação entre o ataque e a defesa pela ponta direita, aproveitando-se de seus belos arremates de longa distância.
A ausência de Anderson Gomes, que se recupera de uma contusão na virilha, será uma boa oportunidade para que Igor se firme na posição. Ao seu lado, brilhará o garoto de ouro, Keirrison.
No banco, o comandante Coxa-Branca terá como principais reforços para as possíveis substituições o volante Adriano e o atacante Edmilson.
O lado baixo da cidade
Treinando em campos com menores dimensões para melhor adaptação às novas medidas do gramado da Baixada, o A.Paranaense tem se preparado com a sua equipe principal para o clássico frente ao Coritiba.
A novidade na equipe “funkeira” é o retorno de Ferreira, que esteve defendendo a Seleção da Colômbia, ao setor de criação. A possível saída é a de Netinho, já que Cristian tem sua provável permanência devido ao fato de ter feito dois gols na partida contra o Nacional.
Pra vitória, meu Verdão!
O clima para o AtleTiba está quente, seja fora ou dentro de campo. As duas equipes partirão para vitória e ambas as torcidas farão coro nas arquibancadas.
Embora em menor quantidade e proibida de entrar com a sua bateria, a nação Alviverde gritará durante toda a partida, fará a torcida rubro-negra se lembrar de 2004, quando foi calada em plena Baixada.
Este é o sentimento de um clássico, esta é a diversão. Que os garotos de ouro do Cori saibam que terão apoio incondicional. E, principalmente, que as torcidas lembrem que são rivais, não inimigas. A “briga” é no grito!
”Levanta a mãozinha, na palma da mão, pra vitória, meu Verdão!”
Campeonato Paranaense 2007 - 1ª fase - 9ª rodada
A. Paranaense x Coritiba
Local: Estádio Joaquim Américo, Baixada
Data: 11/02/2007, domingo
Hora: 17h
A. Paranaense:
Cléber; Jancarlos, Danilo, Marcão e Michel; Alan Bahia, Marcelo Silva, Cristian e Ferreira; Alex Mineiro e Denis Marques
Técnico: Vadão
Coritiba:
Marcelo Bonan; Túlio, Henrique, Leandro e Daniel Cruz; Rodrigo Mancha, Juninho, Pedro Ken e Marlos; Igor e Keirrison
Técnico: Guilherme Macuglia
Árbitro: Heber Roberto Lopes
Assistente 1: Roberto Braatz
Assistente 2: Moises Aparecido Souza
4º árbitro: Claudio L. Pacheco/Gilmar Bronca
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)