
PARANAENSE
Além de um futebol meia-boca, apesar do final emocionante, os torcedores que foram à Estradinha assistiram a mais um triste capítulo da história do futebol, que se desenrolou nas cadeiras sociais e envolveu dirigentes e atletas do Coritiba e torcedores do Rio Branco - entre eles, o prefeito de Paranaguá, Mário Roque.
Assistindo bem de perto (demais até), Luiz Henrique "Espeto" Jorge, da diretoria executiva do CFC, conta por email o que viu:
"Estou escrevendo para esclarecer a veracidade dos fatos. É um testemunho de quem estava ao lado do Presidente Giovani, seu filho, atletas que não ficaram no banco de reservas (Tiago Santos, Vagner e Bruno), Presidente do Conselho de Administração, Vice Presidente Moro, seguranças e mais alguns amigos convidados.
Quero deixar bem claro que em todos os jogos onde somos visitantes, os dirigentes são encaminhados a um espaço destinado aos mesmos, e este espaço nunca é junto com a própria torcida, seja ela visitante ou local. Este tratamento é recíproco quando mandamos os jogos no Couto Pereira, onde há poucos dias entregamos a obra do novo camatote destinado aos dirigentes visitantes justamente para preservar a segurança e a integridade física dos mesmos e para reservar o direito de torcedor, como somos todos nós.
Na sexta-feira mandamos um ofício ao C.P.I (Comando do Policiamento do Interior) solicitando medidas de prevenção de segurança tendo em vista que sabíamos que muitos Coxas desceriam até Paranaguá, tomamos todas as medidas possíveis e necessárias, inclusive ligando para os dirigentes do Rio Branco, avisando que muita gente iria ao jogo e cobrando os 20% a que tinhamos direito pelo regulamento do campeonato.
Quero esclarecer que ficamos no mesmo espaço destinado a nós, dirigentes, quando do jogo anterior onde empatamos em 1X1, onde comemoramos o nosso gol da mesma forma que comemoramos ontem.
No espaço que nos foi destinado, ficamos acuados e sequer foi nos oferecido um copo d´água. E não podíamos descer para comprar qualquer coisa, tendo em vista nosso comportamento de agir com segurança para evitar problemas.
O fato é que fomos maltratados e tivemos que aguentar ofensas de todos os tipos durante o jogo todo e obviamente que quando fizemos o gol já no final do jogo comemoramos como torcedores que somos, mas sem atingir ninguém nem querer retrucar as ofensas recebidas.
Fomos lavados por copos de cerveja (nem sei se todos os copos tinham cerveja), mas mesmo assim mantivemos nossa postura.
Quando estávamos descendo as escadas para voltar ao gramado para entrar no acanhado e sofrido vestiário, o prefeito chegou e muitos torcedores vieram com ele. Ele já estava destemperado e quando descemos ao último degrau da escada, começou a insultar nosso presidente, o Moro e houve uma discussão que culminou com o prefeito jogando uma garrafa no GG - que conseguiu colocar o braço na hora.
Então, os torcedores que estavam por perto se sentiram também com essa liberdade, vendo que o prefeito da cidade agiu de forma violenta. Infelizmente o filho do GG e mais um amigo que estava descendo conosco, mas que ficaram um pouco atrás de nós, foram fechados por torcedores e levaram muita pancada. Por sorte só não apanharam mais porque um dos nossos seguranças (o maior deles) conseguiu soltá-los das mãos da torcida.
Depois disso e de algum tempo de discussões e empurrões a PM chegou e nos escoltou até o gramado, onde o prefeito, seu filho, Guardas Municipais e outros nos esperavam e gritavam que não iríamos entrar no vestiário e que tinhamos que sair pelo portão dos fundos. Porém, como somos dirigentes e temos todo direito de irmos ao vestiário e, principalmente porque
estávamos com o ônibus da delegação, nos dirigimos ao vestiário. Estas pessoas, então, partiram pra cima da gente, inclusive os Gurdas Municipais, que começaram a nos bater com cassetetes. O pessoal da RONE, que tinha nos acompanhado
ao gramado, entrou no meio da confusão e foi para cima dos guardas municipais.
Depois disso, entramos no vestiário, aguardamos um tempo, nosso médico atendeu alguns feridos (filho do GG, GG, Moro, amigo do filho do GG, Vagner-atleta e alguns outros) e depois saimos escoltados. Nosso ônibus foi escoltado até a saída e nós fomos escoltados para buscarmos o carro do GG que havia ficado no Hotel da delegação, pois fomos com o ônibus da
delagação para o jogo.
Abraços a todos e vamo que vamo,
Luiz Henrique "Espeto" Jorge.
Diretoria Executiva do C.F.C."
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)