
PARANAENSE
Domingo, toda a equipe da rádio Transamérica foi impedida de trabalhar no jogo do rival com o União Bandeirantes.
Ao chegar ao Joaquim Américo, os profissionais dessa rádio foram barrados por seguranças do estádio, mesmo sendo todos credenciados à ACEP (Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná).
Após a partida, um dirigente do rival concedeu uma entrevista explicando os motivos da censura à referida equipe esportiva. Segundo ele, os diretores do clube sentiram-se ofendidos por um comentário de Aírton Cordeiro durante um programa esportivo, dois dias antes do jogo.
Ao falar do preço de R$ 30,00 que será cobrado pela diretoria do A. Paranaense no Campeonato Brasileiro de 2004 e 2005, Aírton Cordeiro comentou que tais preços eram um assalto - ao bolso do torcedor.
O repórter Cristian Toledo, também da Transamérica, que estava trabalhando no jogo Coxa x ACP, ouviu Domingos Moro, vice-presidente do Coritiba, sobre o ocorrido.
Moro solidarizou-se aos profissionais da Transamérica e discordou enfaticamente da atitude dos dirigentes rivais. Vale lembrar que essa mesma rádio, antes do início da Libertadores, criticou ferozmente a decisão do Coritiba de subir o preço do ingresso para R$ 20,00.
O vice-presidente do Cori, sempre diplomático e sereno, destacou que o direito da imprensa de realizar o seu trabalho livremente tem que ser sempre respeitado, mesmo que haja divergências com quem quer que seja.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)